ESTRATIGRAFIA

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UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ
INSTITUTO DE GEOCIÊNCIAS
FACULDADE DE GEOLOGIA
ESTRATIGRAFIA
PROFESSOR: Dr. AFONSO C. NOGUEIRA
ALUNO: ROBERTO COSTA ARAÚJO FILHO
mat.: 11034001601
Resumo do livro: Tempo Geológico. Autor: Don L. Eicher
Capítulo 1- Evolução dos Conceitos
No pensamento medieval egocêntrico, a Terra constituiria um sistema fechado, com um início não
muito distante do passado eum término não muito distante do futuro e isto se manteve até as concepções de
J. Hutton, em 1788. Na visão egocêntrica, o universo incluia o sol arejado e imponderável, a lua, os planetas
e uma esfera celeste limitada que continha todas as estrelas. E absolutamente tudo girava em torno do nosso
planeta uma vez por dia.
No princípio do século XVII, Keppler e Galileu com o auxílio dotelescópio, separadamente
defenderam o sistema celeste heliocêntrico, rechaçando a idéia de um espaço confinado rodeando a Terra
estacionária. O conceito de sistema geocêntrico foi extinto gradualmente e deu lugar, após meados do século
XVII, ao conceito de uma Terra dinâmica, e, assim, muito mais complexa. O tempo ainda era um assunto
difícil de se debater. Os sábios cristãos da época, geralmente,aceitavam que a idade da Terra era de
aproximadamente apenas 6.000 anos.
Próximo ao final do século XIX, o ponto de vista de J. Hutton bem marcante e diferente do
pensamento medieval, interpretando a Terra como uma máquina quase eterna, na qual forças dinâmicas
internas criavam esforços que, no correr do tempo, elevavam novas terras dos oceanos enquanto que outras
superfícies expostas estavamsendo erodidas ganhou destaque. Para Hutton, a Terra dinâmica dos astrônomos
também tinha uma superfície dinâmica e um interior dinâmico. Ao contrário de seus predecessores, Hutton
sempre citava observações verificáveis e disse que o homem tem hoje diante de si todos os princípios e este
ponto de vista foi chamado “uniformitarismo”.
A doutrina prevalescente na época de Hutton sustentava que todasas rochas eram depósitos de um
oceano primitivo que outrora cobria toda a Terra e que quando a água recuou, foram colocados à mostra
todas as rochas em sua presente configuração e todas as feições da paisagem atual. Contudo, esse esquema
“Netunista” parecia ser vulnerável a observações científicas, pelo fato de que, por exemplo, rochas ígneas,
sedimentares e metamórficas foram consideradascomo precipitados marinhos. Mas ainda assim, há dois
aspectos que tornaram esse esquema aceito em sua época: o vasto mar primitivo assemelhava-se ao dilúvio
bíblico e tinha substrato teológico e era defendido em aulas, com início em 1775, ministradas pelo influente
pesquisador A. Werner, de Freiburg. Como resultado, o catastrofismo prevaleceu sobre o uniformitarismo de
Hutton.
Aspecto importantedo Netunismo de Werner era de que a idade das rochas em todo ponto podia ser
determinada a partir de sua composição. Werner dividiu as rochas da crosta terrestre em “séries” distintas. O
princípio de Werner logo criou dificuldades e na metade do século XIX cedeu lugar à Lei da Sucessão
Faunística. A idéia de Hutton sobre o uniformitarismo, fracassou em conquistar a imaginação daquela época.Na época de C. Lyell o conceito de Hutton de mudanças graduais através de causas físicas existentes
assumiu uma liderança efetiva. Lyell estabeleceu o uniformitarismo, em substituição às doutrinas
catastróficas, fundando a moderna geologia histórica e introduziu o conceito de tempo ilimitado. Assim, a
doutrina uniformitarista foi bem sucedida aguçando o progresso científico. Porém, Lyellrejeitou qualquer
processo discordante das leis naturais e que não fossem presentemente verificáveis.
Hoje visualizamos um planeta em transformação, configurações locais ao acaso podem se repetir,
contudo nunca é perfeitamente a mesma duas vezes. “O presente é a chave do passado”, é uma síntese
uniformitarista que abarca ambos os objetivos de Lyell. Refere-se ao conceito de que as proporções de...