Estoicismo

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História e Contexto Histórico:

O nome estoicismo vem de Pórtico (Stoa), em Atenas, que era onde se reuniam seus adeptos. Diferente do epicurismo, o estoicismo não está ligado a uma autoridade de um fundador. A doutrina estoica se constitui progressivamente pelas contribuições sucessivas dos três primeiros chefes da escola: Zenão de Cício, que depois de ter sido discípulo de Crates, fundou aescola cerca de 300 a.C.; Cleanto de Assos e Crisipo. O estoicismo médio é representado essencialmente por Panécio e Possidônio, que tiveram o grande mérito histórico de introduzir o estoicismo em Roma. O novo estoicismo se desenvolveu em Roma sob o império e está ligado a três grandes nomes: Sêneca, Epitecto, que era um escravo, e o imperador Marco Aurélio.

O estoicismo sobreviveu todo operíodo da Grécia Antiga, até ao Império Romano, incluindo a época do imperado Marco Aurélio, até que todas as escolas filosóficas foram encerradas em 529 por ordem do imperador Justiniano I, que percepcionou as suas características pagãs, contrária à fé cristã.

Os academicos dividem normalmente a história do estoicismo em três fases:
A primeira (estoicismo antigo): Desenvolveu-se no sec. IIIa.C., com Zenão de Ciccio, Cleanto, Crisipo, até Antíprato de Tarso, que se preocupou com a lógica, a física, a metafísica e a moral.
A segunda (estoicismo médio): O pensamento estóico combinou-se espírito romano. Foi representado por Panécio de Rodes (180 a.C. - 110 a.C.) e Possidónio (135 a.C. - 51 a.C.).
A terceira (estoicismo imperial ou novo estoicismo): Com representantes como: Caio MusónioRufo, Séneca (nascido no início da era cristã e falecido em 65 d.C., Epicteto (50 d.C. - 125 d.C.) e Marco Aurélio (121 d.C. - 180 d.C.), que foi imperador em 161 d.C.. Existem obras de Séneca, Epicteto, e Marco Aurélio que propagaram o estoicismo no Mundo Ocidental.
Não sobreviveram até a actualidade qualquer obra completa de um filósofo estóico das duas primeiras fases. Apenas textos romanos daúltima fase nos chegaram completos.

A filosofia estoica é a primeira da história a considerar-se “sistemática”. A palavra sistema designava em grego a constituição de um organismo ou de uma cidade e foram os estoicos que a aplicaram pela primeira vez à filosofia, querendo significar que a sabedoria é um todo. Sua divisão em partes somente era possível fazer didaticamente, segundo as necessidadesdo ensino, mas com a condição de compreender que cada parte é solidária às outras e que o abandono de uma só delas provoca a ruína do conjunto. Pode-se dizer que a doutrina do estoicismo foi bastante influenciada pelas doutrinas cínica e epicurista, além da influência de Sócrates.

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Parao estoico, é preciso estar em consonância com a natureza para atingir a sabedoria. Assim, é necessário entender que o único bem que existe é a retidão da vontade e o único mal, o vício. O que não é nem virtude nem vício é indiferente. Assim, a doença, a morte, a pobreza, a escravidão, por exemplo, não são males, são indiferentes porque o sábio é, por definição, feliz, mesmo no sofrimento. O mau ésempre infeliz, uma vez que aflige a si próprio, pelo seu vício. A experiência estoica consiste na tomada de consciência da situação trágica do homem condicionado pelo destino. Assim, não estamos absolutamente entregues e sem defesa aos acidentes da vida, aos revezes da fortuna, nem à doença e à morte, mas temos, e nada nos pode tirar isso, a vontade de fazer o bem, a vontade de agir de acordocom a razão.


Segundo o estoicismo, há uma oposição radical entre o que depende de nós e pode ser bom ou mau, porque objeto de nossa decisão, e o que não depende de nós, mas de causas exteriores, do destino, e é indiferente. Isto significa que:

É na conformação ao destino que está nossa liberdade e onde se pode exercer a escolha moral;
Na vontade de fazer o bem é que se encontra a nossa...
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