Estetica e cosmetica

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  • Publicado : 18 de março de 2014
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Padrões de beleza
Espelho, espelho meu, existe alguém mais bela do que eu? Dependendo da época, a resposta para essa pergunta infame pode variar muito. O conceito de beleza, mutante, deixa quem quiser segui-lo arrancando os cabelos – e isso, definitivamente, nunca esteve na moda!
por Redação
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Assim como a moda, os padrões de beleza estão em constante mutação. Seja para se adequar àsroupas da estação, seja para nos deixar loucas da vida enquanto tentamos aderir aos arquétipos vigentes, as tendências não param quietas. Basta olharmos para os outdoors que, pronto!, a cor dos cabelos da garota-propaganda já mudou, a chapinha deu lugar a fartos cachos, e as unhas, antes longas e escuras, estão curtas e claras. Acompanhar as tendências não é tarefa fácil. Que o digam as modelos,que vivem de exibir tudo o que o mercado é capaz de lançar.
Nos últimos 50 anos, desde a popularização dos concursos de beleza, o que se viu nas passarelas foi um verdadeiro samba do crioulo doido. Das gostosonas às sequinhas, os mais variados biotipos serviram de inspiração e estamparam armários adolescentes. Marilyn Monroe marcou os anos 50 com suas curvas e coxas generosas, para logo em seguidaa londrina Twiggy levar água abaixo toda a fartura com seu corpo esquálido. Um pouco mais adiante surge Cindy Crawford, inaugurando a era das passarelas e dos cachês milionários. Na década de 90, é a vez de Kate Moss reformular o conceito do sex appeal e, andrógina, deixa muitos marmanjos confusos com sua beleza indefinida.
Todas essas mulheres, cada qual em seu tempo, foram ícones do mesmopatamar de Gisele Bündchen. Pode parecer difícil de acreditar, mas algumas décadas pra frente, é bem provável que Gisele – ela mesma – caia no esquecimento para dar espaço às novas vertentes. O padrão de beleza que a supermodel vende está longe de ser compatível com os largos quadris e fartos seios que nossas mulheres têm como marca registrada. De onde, então, surgiriam essas tendências? O produtor demoda Antônio Frajado avalia: “A beleza, assim com a moda, está sempre relacionada a padrões. A magreza imposta pela moda atende à necessidade de venda. Afinal, o corpo magro de uma modelo valoriza a roupa e, conseqüentemente, vende mais. A moda responde a um desejo pela juventude e pela magreza, duas coisas que toda mulher quer”. E Antônio sabe o quanto um corpo livre de dobrinhas facilita seutrabalho. “É muito mais fácil vestir uma mulher magra. Qualquer coisa cai bem, o que ajuda demais na escolha das roupas”, admite. Por estar sempre em busca do look perfeito, o produtor compartilha das dificuldades que as curvilíneas passam na hora das compras. “Sei o quanto é problemático, pois as modelagens maiores estão restritas a lojas mais conservadoras. Para uma mulher moderna, não há tantasopções”, lamenta.
Gisele pode até ser a bola da vez, mas nem sempre foi assim. Outras bolas, bem redondas até, já foram as responsáveis por desnortear homens mundo afora. Durante a renascença, as gordinhas abalaram as estruturas com suas fartas curvas. Tinham tanto orgulho das sobras, que as exibiam – sem roupas ou pudor –  para que os melhores artistas da época as imortalizassem em pinturas. Cadacurva tinha um porquê e atendia a uma necessidade diferente. Se o excesso de gordura garantia uma reserva para a gestação, quadris largos facilitavam o trabalho de parto e seios volumosos eram perfeitos para amamentar. La Bündchen, com seus míseros 52 quilos, distribuídos por 1,79 metros, teria ficado para a titia, encalhada da silva.
O único período em que não existiu um padrão dominante foi naIdade Média. Mas essa fase, em que as mulheres viveram de bem com seus espelhos, não durou muito. Durante o renascimento, voltou a imperar o ideal greco-romano de beleza, que elegeu o equilíbrio das formas como um objetivo a ser alcançado. Nada de mais, e nada de menos, apenas o necessário. E assim foi dada a largada para os regimes, cirurgias plásticas e distúrbios alimentares.
O pintor e...
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