Estalajadeira

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Análise

Local: estalagem
dona da estalagem : mirandolina
pessoas alojadas : marquês e conde
criado da estalagem: fabrício
visitantes posteriores: cavaleiro, hortênsia, Dejanira

Todos os homens estão enamorados de mirandolina.
Esta manipulava o conde e o marquês, fingindo ignorar as suas ofertas, mas acabando sempre por ficar com estas.

Fabrício – o pretendente escolhido paraMirandolina pelo seu pai. Trabalha para esta.

Conde – Oferece prendas de valor monetário a Mirandolina. Muito rico, mas não nasceu assim. “conde de condado comprado” - como o Marquês lhe chama.

Marquês – Oferece protecção à sua amada. Sem dinheiro, no entanto marquês de raiz. “Mas na mesma ocasião, vendíeis vós o marquesado” - responde o Conde.

Cavaleiro – Sente ódio pelas mulheres, por estemotivo Mirandolina faz uma aposta consigo própria, de que conseguiria que este homem também se enamora-se dela. Após várias manhas e artimanhas, Mirandolina consegue o seu amor. Ao consegui-lo, o Cavaleiro começa a tornar-se obcecado por ela, tendo alguns traços de violência – algo próprio da sua profissão.

De maneira a parar com todo a trama que a envolve, Mirandolina decide casar com Fabrício,a escolha de seu pai, para que assim já não seja socialmente aceitável que tantos homens estejam apaixonados por ela.
Personagens

Marquês de Forlipópoli = Celestino – Dono de uma cadeia de stands de automóveis (falida).

Conde de Albafiorita = Clemente – Juiz.

Cavaleiro de Ripafratta = Brunilde – polícia de intervenção (SWAT)

Mirandolina = Isabella – dona de uma quinta de repousoFabrício = Miguel Ângelo – empregado

Ciganas do Circo – Hortênsia
Dejanira

(A acção passa-se numa quinta de repouso no litoral alentejano, em Deixa-o-Resto, Portugal)
CENA I
(Sala da quinta de repouso)

Celestino e Clemente
Celestino – Vamos lá a ver, que não somos farinha do mesmo saco.

Clemente – Em termos de dinheiro, aqui, o meu é igual ao teu.

Celestino – Mas a Isabelladá-me muito mais atenção, porque a mereço.

Clemente – E porque é que mereces?

Celestino – Eu sou dono da maior cadeia de stands de automóveis de Portugal!

Clemente – E eu sou juiz, vice-presidente do Supremo Tribunal de Justiça!

Celestino – Juiz, sim... Juiz de doutoramento comprado!

Clemente – Posso ter comprado o doutoramento, mas ao mesmo tempo vendias tu os teus stands.

Celestino– Chega! Sou quem sou e mereço respeito por isso!

Clemente – Mas está alguém a desrespeitar-te? Tu, é que começas aí a falar...
Celestino – Estou nesta casa porque me apaixonei pela Isabella. Toda a gente o sabe, e todos deviam respeitá-la por isso.

Clemente – Tá bem! E pensas que estou aqui porquê? Porque razão achas que vim a Deixa-o-Resto? Também gosto dela!

Celestino – Percebo..mas não vais conseguir nada dela.

Clemente – E tu vais?

Celestino – Eu sim. A Isabella precisa da minha protecção.

Clemente – A Bella precisa é de dinheiro, não é cá de protecções!

Celestino – Dinheiro é coisa que não falta.

Clemente – Gasto duzentos euros por dia, sem contar com os presentes que lhe dou!

Celestino – Aquilo que faço, não digo!

Clemente – Não o dizes, massabe-se!

Celestino – Nem tudo se sabe.

Clemente – Os empregados falam em 50 euros por dia.

Celestino – Falando de empregados, há praqui um Miguel Ângelo que não me cheira bem. E ainda por cima parece que a Isabella vai na conevrsa dele.

Clemente – Pode ser que queira casar com ele. Não era mal pensado. Há seis meses que lhe morreu o pai. Uma rapariga sozinha à frente da quinta pode serarriscado. E se se casar, já lhe prometi uma casa.

Celestino - Se ela se casar dou-lhe toda a minha protecção e faço.. Isso é cá comigo.

Clemente – Deviamos dividir como bons amigos e dar-lhe duzentos contos cada um.

Celestino – Quando faço, faço-o sem precisar de protagonismo. (Chama) Está aí alguém?

Clemente (à parte) – Estúpido, é pobre e ainda se gaba.

CENA II

Miguêl Ângelo,...
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