Esquitossomose

Disponível somente no TrabalhosFeitos
  • Páginas : 5 (1028 palavras )
  • Download(s) : 0
  • Publicado : 9 de outubro de 2012
Ler documento completo
Amostra do texto
I- PERGUNTAS E RESPOSTAS

1. Explicar a fisiopatologia da Esquitossomose.
A penetração das cercárias na pele pode causar dermatite ou crise de urticárias, como consequência da sensibilização do organismo.
Após a infecção as cercárias desenvolvem-se para outra forma parasitária chamada esquitossômulo, que inicia o processo de migração na circulação sanguínea linfática, atingindo o coração eem seguida os pulmões, onde devido ao trajeto, pode haver lesões que, consequentemente darão origem a uma bronquite ou pneumonia.
Os esquitossômulos chegam aos vasos sanguíneos e alcançam o fígado, onde evoluem para a forma adulta, pois lá ocorre a absorção de nutrientes. Nos vasos portais mesentéricos ocorre a sobreposição da fêmea no canal ginecóforo do macho e consequentemente, a cópula,seguida da oviposição.
Ao morrer as formas adultas provocam flebite ou obstrução de pequenos vasos. Os produtos de excreção e desintegração de parasitos mortos podem sensibilizar o organismo e causar lesões difusas no fígado, pulmão, intestino e baço. Há lesões também provocadas pelos ovos do parasito, devido a sua localização nos tecidos e à eliminação de substãncias tóxicas através da casca.2. Descrever o quadro clínico da doença.
A Esquitossomose pode ser classificada, clinicamente, em fase aguda e fase crônica.
A fase aguda inicia com a penetração das cercárias na pele, chegando a causar dermatite, urticárias, edemas, eritmas e erupção papular. Esses sintomas podem se estender por até cinco dias após a infecção.
Após esse período de exposição, há início de um quadro deemagrecimento, febre, dor abdominal e cefaleia. Há também sintomas menos frequentes como diarreia, náuseas, vômitos e tosse seca.
Seis meses após a infecção são notados sinais de progressão da doença no organismo, sendo esta a frase crônica.
As manifestações clínica dependem da localização verme, do grau de parasitismo e da capacidade de resposta do indivíduo ao tratamento.
Na fase crônica podem ocorreras seguintes manifestações:

-Tipo I ou forma intestinal: há quadro de diarreias, que podem ser mucossanguinolentas, dor ou desconforto abdominal. Mas também pode ser assintomática.
-Tipo II ou forma hepatointestinal: o paciente apresenta hepatomegalia e também mais episódios de diarreia e epigastralgia. No exame físico pode-se notar nodulações que nas fases mais avançadas dessa forma clínica,correspondem a áreas de fibrose decorrentes de granulomatose periportal ou fibrose de Symmers.
-Tipo III ou forma hepatoesplênica compensada: nessa fase as lesões perivasculares intra- hepáticas geram transtornos na circulação portal, com certo grau de hipertensão, provocando congestão passiva do baço. Inicia- se a formação de circulação lateral e de varizes no esôfago, comprometendo o estadogeral do paciente. Apresenta hepatomegalia e baço palpável.
- Tipo IV ou forma hepatoesplênica descompensada: é caracterizada por esplenomegalia, hepatomegalia ou fígado já contraído pela fibrose perivascular, ascite, circulação colateral, varizes no esôfago, hematêmese, anemia acentuada, desnutrição e quadro de hiperesplenismo.
Há também formas particulares da doença, sendo elas pulmonar ecardiopulmonar, relatadas em estágios avançados, causando insuficiência cardíaca direta e perturbações respiratórias severas.

3. Relacionar os aspectos epidemiológicos da parasitose destacando a distribuição no Brasil.
A aquisição da esquistossomose depende do contato com ambientes hídricos, durante atividades recreativas ou ocupacionais, tais como, pescarias, banhos, lavagem de utensíliosdomésticos, roupas e animais, onde tenha caramujos, que são os hospedeiros intermédiários da Schistossoma mansoni.
Biomphalaria glabrata é a espécie cuja relação parasita/hospedeiro é mais desenvolvida. A espécie é responsável pela manutenção de focos da endemia nos estados do Pará, Maranhão, Piauí, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São...
tracking img