Escolas intercultutais de fronteiras

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HISTÓRICO DO “PROJETO ESCOLAS INTERCULTURAIS BILÍNGUES DE FRONTEIRA – PEIBF”, EM MATO GROSSO DO SUL

Valkiria Alves Milandri*

“Modelo de ensino comum em escolas de zona de fronteira, a partir do desenvolvimento de um programa para a educação intercultural, com ênfase no ensino do português e do espanhol”. (MEC)

O Projeto Escolas Interculturais Bilíngues de Fronteira - PEIBF teve iníciono Estado de Mato Grosso do Sul no ano de 2008, quando foi convidado pelo Ministério da Educação - MEC a aderir ao Projeto, para intercâmbio entre Brasil e Paraguai. O interesse pelo projeto e sua aceitação imediata ocorreu em razão da confluência de visão de educação de fronteira que a Secretaria de Estado de Educação e o Ministério de Educação comungam. A educação de fronteira requer um olhardiferenciado sobre as questões educacionais. Ali acontece a variedade linguística e cultural, nos mais variados contextos da atividade humana.
No caso específico, Brasil e Paraguai, sendo parceiros do MERCOSUL, além da proximidade geográfica, muito se verifica em comum, seja no âmbito comercial, de trabalho, de lazer e, mais especificamente, no educacional; nessa fronteira se faz presente oentrelaçamento das línguas usadas na comunicação.
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Tal diversidade, refletindo positivamente na aproximação entre os usuários das línguas, não tem outro ponto de partida se não a escola. É nesse ambiente que se desenvolve, de modo acentuado e espontâneo, a interação dos indivíduos em momentos importantes de sua formação como sujeito e cidadão. Todos osanos, as escolas da Rede Estadual de Ensino de Mato Grosso do Sul, localizadas em Ponta Porã-BR, recebem matrículas de estudantes que moram na região de Pedro Juan Caballero-PY e fazem uso diário da língua Castelhana e Guarani.
* Graduada Letras Português, Espanhol e Literaturas respectivas pela Universidade Católica Dom Bosco e Técnica Pedagógica em Língua Espanhola na Coordenadoria de Políticaspara Educação Infantil e Ensino Fundamental na Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso do Sul. E-mail: professora_valkiria@hotmail.com

Assim, a Secretaria de Estado de Educação vislumbrou no projeto a oportunidade de oferecer uma educação eficaz aos estudantes brasileiros e paraguaios e, ao mesmo tempo, construir uma política educacional diferenciada para a região de fronteira. Para estefim foi escolhida uma fronteira seca, e as cidades gêmeas de Ponta Porã/MS e Pedro Juan Caballero/PY e, respectivamente, as escolas-espelho Escola Estadual João Brembatti Calvoso e a Escuela Básica n.290 - Defensores Del Chaco.
“Um esforço binacional paraguaio-brasileiro para a construção de uma identidade Regional Bilíngue e Intercultural no marco de uma cultura de paz e de cooperaçãointerfronteiriça”. (MEC)

O foco principal do projeto é a integração, a quebra de fronteira, além da ampliação das oportunidades do aprendizado de L2. A metodologia adotada é a de ensino por projetos de aprendizagem por meio de mapas conceituais. Os professores, de ambos os países, realizam o planejamento conjunto das aulas para o dia do cruce, que ocorre semanalmente. Portanto, o que ocorre no PEIBFnão é o ensino de língua estrangeira, e sim o ensino “em” língua estrangeira, criando um ambiente real de bilinguismo para os estudantes.
As orientações sobre a metodologia estão disponibilizadas por meio de documento norteador, de março de 2008, elaborado pelo Ministério da Educação – MEC em parceria com o Ministério de Educação da Argentina, a partir das experiências obtidas por meio do ProjetoPiloto criado em 2005, por uma ação bilateral Brasil-Argentina, envolvendo as cidades de Dionísio Cerqueira/SC e Bernardo Irigoyen/AR.
Em outubro de 2008, foram realizados, pelo Instituto de Políticas Linguísticas - IPOL e pela Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso do Sul, os diagnósticos sóciolinguísticos dos estudantes, nas escolas-espelho escolhidas, e em 2009 teve início o...
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