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INTRODUÇÃO

A primeira consideração que se deve ter a respeito dos ácidos e bases é que as chamadas "teorias" de ácido-base são, na realidade, definições de ácidos ou de bases; elas não são teorias no sentido da teoria da ligação de valência ou da teoria de orbitais moleculares. Na verdade podemos fazer um ácido ser qualquer coisa que queiramos - as diferenças entre os vários conceitos nãose referem ao "certo" mas ao uso mais conveniente em uma situação particular.

Todas as definições do comportamento ácido-base são compatíveis umas com as outras. De fato, um dos objetivos na apresentação que se segue, das várias definições diferentes, é enfatizar seus paralelismos e assim dirigir o estudante na direção de uma atitude cosmopolita diante dos ácidos e bases, o que dará a eleuma boa posição para lidar com as várias situações químicas, seja solução aquosa de íons, reações orgânicas, titulações não aquosas ou qualquer outra.


Lavoisier  classificou os corpos compostos em ácidos, bases e sais.Esta classificação explicitou, então, um parentesco químico dos referidos compostos e desse modo se evidenciou a procurada objetividade correlativa da ciência experimental,uma vez que os termos mantinham até aí o caráter descritivo antigo.

O trabalho abordará as noções de acidez e basicidade, o tema apresentado no decorrer da introdução e as suas definições,aplicações,sínteses e explicações serão tratados a seguir.




















1. ÁCIDOS E BASES


Também chamadas de álcalis são costumeiramente lembrados como substânciasquímicas perigosas, corrosivos capazes de dissolver metais como se fossem comprimidos efervescentes. Mas a presença dos ácidos e base na nossa vida cotidiana é bem mais ampla e menos agressiva do que se imagina.

Eles também são componentes usuais de refrigerantes, alimentos, remédios, produtos de higiene ou cosméticos. São ainda matérias primas indispensáveis em um vasto universo deaplicações industriais. A tal ponto que a produção de ácido sulfúrico e soda cáustica de um país chega a ser considerada um dos indicadores do seu nível de atividade econômica.

2. DEFINIÇÕES DE ÁCIDOS E BASES


A definição mais tradicional dos ácidos e bases foi dada pelo cientista sueco Svante Arrhenius, que estabeleceu os ácidos como substâncias que - em solução aquosa - liberam íons positivosde hidrogênio (H+), enquanto as bases, também em solução aquosa, liberam hidroxilas, íons negativos OH-.
Assim, quando diluído em água, o cloreto de hidrogênio (HCl) ioniza-se e define-se como ácido clorídrico, como segue:

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Já o hidróxido de sódio, a popular soda cáustica, ao se ionizar em água, libera uma hidroxila OH-, definindo-se assim como base:
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Umdesdobramento da definição de Arrhenius é a regra de reação para ácidos e bases entre si, segundo a qual:

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Se reagirmos os já citados ácido clorídrico e soda cáustica, teremos:

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Sendo o NaCl, o cloreto de sódio, o nosso velho conhecido sal de cozinha.


3. OUTRAS DEFINIÇÕES DE ÁCIDOS E BASES

Uma outra definição para ácidos e bases foi dada pelo dinamarquêsJohannes N. Bronsted e pelo inglês Thomas Lowry, independentemente, ficando conhecida como definição protônica. Segundo os dois, ácido é uma substância capaz de ceder um próton a uma reação, enquanto base é uma substância capaz de receber um próton.
A definição de Bronsted-Lowry é mais abrangente que a de Arrhenius, principalmente pelo fato de nem todas as substâncias que se comportam comobases liberarem uma hidroxila OH-, como é o caso da amônia (NH3). Além disso, a definição protônica não condiciona a definição de ácidos e básicos à dissolução em meio aquoso, como propunha a do químico sueco.
Bronsted e Lowry definiram ácidos e bases a partir dos prótons que liberavam e recebiam. Já o norte-americano Gilbert Newton Lewis se voltou para os elétrons ao desenvolver sua definição....
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