Escola Nova X Igreja Católica

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A disputa ideológica entre Escola Nova e a Igreja Católica No inicio do século XX, a Revolução Industrial havia alterado a velocidade da vida, com os turnos das fábricas, os meios de produção e o modo de pensar das pessoas. Para essa realidade havia urgência de uma nova escola. Surge então, nos Estados Unidos a escola “aprender fazendo” de John Dewey, pois a sociedade urbano-industrial necessitava cada vez mais de mão-de-obra qualificada, com treinamento rápido.
Enquanto esses acontecimentos sacudiam a Europa e principalmente os Estados Unidos, o Brasil fazia a transição do regime colonial para o regime republicano. A pressão do capitalismo britânico por mão-de-obra assalariada, para aquisição de suas mercadorias, culminou com a abolição dos escravos. A lei da terra, o incentivo a imigração européia e o trabalho assalariado livre são fatores fundamentais para formação da sociedade urbana.
Assim sendo, a política educacional dos primeiros tempos republicanos ficou condicionada tanto por elementos socioeconômicos quanto por aspectos ideológicos: de um lado, a massa migratória europeia, a partir da segunda metade do século XIX, introduziu um novo protagonista social nos grandes centros urbanos vinculados economicamente à agricultura de exportação; por outro, a consagração do primado liberal de que todos os cidadãos são iguais perante a lei. (FERREIRA, 2010, p.54).
Em 1891 foi abolido, no Brasil, o regime do padroado, adotando o Estado laico é nesta época também que foi criado o Grupo Escolar e a Escola Normal. Os Grupos Escolares tinham como tarefa educar os cidadãos da República, isto é: ler, escrever e contar e o básico em ciências, história e geografia e a Escola Normal era responsável pela formação de professores. No Estado de São Paulo pela primeira vez, houve a unificação das quatro séries em um mesmo estabelecimento. Segundo FERREIRA, o Grupo Escolar era laico e público, mas prosseguiu sendo elitista, mnemônico e verbalista.
Com a abolição da

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