Ergonomia

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Introdução à Ergonomia:
Por advento da Revolução Industrial no século XX ocorrido na Europa e, posteriormente, no mundo, o tema ergonomia recebeu um devido enfoque. Através dos problemas e relações do homem com a máquina; a relação do homem com o ambiente físico de trabalho; e a produtividade desejada a fim de que o homem produza cada vez mais, fazem da ergonomia um termo relevante visandopromover melhoramentos quanto às respostas motoras, conforto, fadiga, esforço e bem-estar. Vitrúvio, arquiteto e engenheiro romano, durante o período do renascimento elabora princípios arquiteturais sobre a utilidade, beleza e solidez assim como dados antropométricos que posteriormente são desenhados por Da Vinci no seu célebre trabalho “L’Uomo di Vitruvio” (O Homem de Vitrúvio). A proporcionalidadeapresentada pelo pesquisador se refere a medidas do tamanho corporal, tal como a medida obtida entre uma mão até a outra é equivalente à medida da sua altura. A partir dessa afirmação, vitruvio aconselha que o projeto arquitetônico devesse seguir este entendimento de ter a proporcionalidade dos estudos antropométricos. Este é um exemplo evidente que a construção de conceitos, ou concepções,referentes à pessoa portadora de deficiência, é um fator sócio-histórico sedimentado pelos séculos.
Em 1946 o arquiteto Le Corbusier, dentro dos mesmos princípios de Vitruvio, cria o modelo antropométrico conhecido como “O modulor” com dimensões para a escala humana, aplicável universalmente na arquitetura. Em seu trabalho, o arquiteto afirma que a natureza é a matemática. Suas pesquisas as medidasmodulares foram criadas a partir da sequencia de Leonardo Pisano Fibonacci.
Desde a Idade Média ao nascimento do capitalismo industrial, as pessoas eram classificadas entre produtivas e não produtivas e, historicamente a pessoa portadora de deficiência representou no coletivo social o não produtivo. A partir dos anos 60, a modificação ocorrida na sociedade resultou, por advento de diversos avançostecnológicos. Países como a começaram a questionar os estudos sobre o homem Vitruviano e a “figura humana bem constituída” pode ser substituído pelo do homem dentro de uma diversidade de capacidades e analisado dentro de suas capacidades físicas. Começou-se a exigir que o homem fosse aceito, também com suas incapacidades e não mais a partir de um homem padrão cheio de força, de capacidades físicas,locomotoras, sensoriais e cognitivas, estereotipo criado na antiguidade.
É neste contexto que surge os primeiros estudos referentes a medidas antropométricas com abordagem nas variantes do sexo, idade e capacidades das pessoas.
Estes estudos criados por Selwyn Goldsmith incluem pessoas adultas em cadeira de rodas e realidade do homem em uma cadeira de rodas, as suas possibilidades de alcance euso do meio onde vive.
A partir dos anos 80, a criança é introduzida neste modelo de estudos antropométricos por H. Dreyfuss. Portanto tínhamos o homem e a mulher adultos e a pessoa adulta em cadeira de rodas. Com Dreyfuss passamos a ter também a criança e a criança em cadeira de rodas.
Pensando no desenho arquitetônico para todos, Selwyn Goldsmith, formatou uma nova pirâmide constituída poroito diferentes realidades nas quais as pessoas estão inseridas. Nesta pirâmide, as pessoas se agrupam de acordo com as características funcionais que elas apresentam. Isto independe do seu sexo, da sua idade; depende exclusivamente dos seus aspectos funcionais frente aos fatores ambientais nos quais ela está inserida. È o caso de edifícios públicos, os quais normalmente apresentam bastantesbarreiras para seus usuários. Esses edifícios nem sempre são pensados para garantir o uso das pessoas nas suas diferenças e diversidade de habilidades. Essas pessoas são desde as que pulam, saltam, sobem escadas, carregam bagagem; pessoas hábeis, mas não com habilidades atléticas; pessoas com necessidade de ir com maior frequência no sanitário (necessidade de quantificação racional de sanitários na...
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