Enfermagem

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ACOLHIMENTO COM CLASSIFICAÇÃO DE RISCO Prefeitura de Belo Horizonte / Secretaria Municipal de Saúde

Éber Assis dos Santos Júnior Diana Pereira Lima Andréa Fonseca Silva Rocha Carolina Trancoso de Almeida Solange Campirolli Dornas de Oliveira Betânia de Queiroz Andrade Daniela André Gonçalves

INTRODUÇÃO O atendimento aos portadores de quadros agudos, de natureza clínica, traumática oupsiquiátrica, deve ser prestado por todas as portas de entradas do SUS, ou seja, pelo conjunto das unidades básicas de saúde e suas equipes de Programa Saúde da Família, pelas unidades de atendimento pré-hospitalar fixas e móveis e pelas unidades hospitalares, possibilitando a resolução dos problemas de saúde dos pacientes ou transportando-os responsavelmente a um serviço de saúde hierarquizado eregulado. A Portaria 2048 do Ministério da Saúde propõe a implantação nas unidades de atendimento às urgências do acolhimento e da “triagem classificatória de risco”. De acordo com esta Portaria, este processo “deve ser realizado por

profissional de saúde, de nível superior, mediante treinamento específico e utilização de protocolos pré-estabelecidos e tem por objetivo avaliar o grau de urgênciadas queixas dos pacientes, colocando-os em ordem de prioridade para o atendimento” (BRASIL, 2002). Mais que uma previsão legal, a classificação de risco é entendida como uma necessidade para melhor organizar o fluxo de pacientes que procuram as portas de entrada de urgência/emergência, garantindo um atendimento resolutivo e humanizado àqueles em situações de sofrimento agudo ou crônico agudizadode qualquer natureza. DESVELANDO O CENÁRIO Por questões históricas e também por encontrar dificuldades para o acesso ao sistema público de saúde, a população procura a urgência como porta de entrada para resolução de seus problemas. Estes serviços são freqüentemente criticados pela população e seus trabalhadores sentem-se desmotivados com a pressão por atendimento em maiores quantidade e rapidez.Vários trabalhos confirmam este cenário caracterizado por um custeio elevado, grande demanda, saturação dos serviços, usuários e trabalhadores insatisfeitos e violência cotidiana contra os trabalhadores (MAGALHÃES, 1998; SANTOS JÚNIOR, 2004; ROCHA, 2005). Muitos estudiosos do processo de organização em saúde, com formação e olhares diversos, vêm pesquisando e apontando a necessidade da mudançado paradigma assistencial vigente como saída mais provável e eficaz para os problemas citados. Nas Unidades de Pronto Atendimento (UPA´s) da Prefeitura de Belo Horizonte, como tentativa de minimizar os efeitos da pressão na porta de entrada, iniciativas isoladas foram tomadas por profissionais enfermeiros que atuavam como “priorizadores” do atendimento médico, responsabilizando-se, durante seusplantões, pelo acesso do cidadão à consulta médica.

Dessa forma, a Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte, propôs, no ano de 2002, a implantação do projeto “Regulação da Porta de Entrada das Unidades de Urgência e Emergência de Belo Horizonte” (BELO HORIZONTE, 2002). Esse projeto, no entanto, cumpriu parcialmente seus objetivos, tornando necessária a revisão dos processosestabelecidos. Assim, a UPA Oeste iniciou, em 2003, o primeiro modelo sistematizado de Minas Gerais de Acolhimento com Classificação de Risco denominado, à época, Triagem Classificatória de Risco (NORONHA, 2003). A experiência positiva nos novos fluxos de entrada dos usuários na UPA Oeste levou à necessidade de discussão e implantação desse processo de trabalho nas outras unidades de urgência do município e arevisão do protocolo utilizado. Com o apoio do Ministério da Saúde, iniciou-se, em 2005, um processo de discussão envolvendo as UPA´s da Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte, o Hospital Municipal Odilon Behrens, o Hospital das Clínicas/UFMG e as Unidades de Urgência da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais. Em setembro de 2005, foi realizado o Iº Seminário de Acolhimento com...
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