Empirismo

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  • Publicado : 20 de novembro de 2011
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Introdução
As grandes transformações ocorridas a partir do Renascimento e o desenvolvimento da ciência moderna levaram o homem a questionar, entre outras coisas, os critérios e métodos para a aquisição de um conhecimento verdadeiro.
Com essa preocupação, as estruturas do pensamento passaram a ser dissecadas e investigadas pelos principais filósofos dos séculos XVII e XVIII, que formularamdiversas epistemologias ou teorias do conhecimento. As duas principais vertentes foram a racionalista e a empirista, Mas nosso tema é o empirismo, vamos entende-lo criticar e apoiar até chegarmos a uma conclusão satisfatória. O empirismo, nega a existência de idéias inatas e enfatiza o objeto pensado. Defende que o processo de conhecimento humano provém de duas fontes básicas: a nossa percepção domundo externo (atenção) e o exame interno da nossa atividade mental (reflexão).
O palco inicial do empirismo foi a Inglaterra. Nesse país a burguesia, a partir do século XVII, conquistou não apenas poder econômico, mas também poder político e ideológico, impondo o fim do absolutismo monárquico. Essa ascensão da burguesia relaciona-se, no plano epistemológico, ao empirismo (valorização da experiênciaconcreta, da investigação natural) e, no plano sociopolítico, ao nascimento do liberalismo (valorização da liberdade pessoal do cidadão e exigência de limites constitucionais ao poder monárquico).

Os principais representantes do chamado empirismo inglês são:

*Francis Bacon

*Thomas Hobbes

* John Locke

* David Hume
Características do Empirismo

* Conhecimento cientifico: aexperiência é a base do conhecimento científico.
* Origem das idéias: a origem das idéias é o processo de abstração que se inicia com a percepção que temos das coisas através dos nossos sentidos.
Desenvolvimento:
Francis Bacon
Na Idade Moderna, graças aos trabalhos do filósofo inglês Francis Bacon, o empirismo começou a se delimitar tal como o conhecemos hoje. Bacon criticava tanto o conhecimentoque não fosse proveniente dos sentidos quanto os próprios empiristas de épocas anteriores. Para ele, o método utilizado por empiristas anteriores não era sistemático: embora recolhessem dados da experiência, essas informações eram "capturadas" ao acaso, sem o auxílio de um método rigoroso e sem constituir um todo coerente.
Era necessário, portanto, um método que classificasse e sistematizasse asvárias experiências e as orientasse no sentido de dar ao homem uma ciência útil, em oposição ao conhecimento científico medieval. A partir das sensações, a inteligência, seguindo o método da indução, elaboraria o conhecimento científico. Dessa maneira, se relacionaria o conhecimento sensível, que forneceria material para a inteligência, e a racionalidade, que manipularia e daria sentido aos dadosdos sentidos

John Locke
John Locke no século XVII. Locke argumentou que a mente seria, originalmente, um "quadro em branco" (tabula rasa), sobre o qual é gravado o conhecimento, cuja base é a sensação. Ou seja, todas as pessoas, ao nascer, o fazem sem saber de absolutamente nada, sem impressão nenhuma, sem conhecimento algum. Todo o processo do conhecer, do saber e do agir é aprendidopela experiência, pela tentativa e erro.
David Hume
David Hume identifica dois tipos de conhecimento: matérias de fato e relação de idéias. O primeiro está relacionado com a percepção imediata e seria a única forma verdadeira de conhecimento. As relações de idéias se referem a coisas que não podem ser percebidas, que não têm correspondência na realidade e seriam pura imaginação. Dessa forma, ospróprios conceitos abstratos utilizados pela Ciência para analisar os dados dos sentidos não seriam verdadeiros.
Baseado nisso, Hume refuta a própria causalidade, a noção de causa e efeito, fundamental para a ciência. Ao observarmos, por exemplo, um pedaço de metal, podemos chegar a um conceito de metal, que corresponde à realidade concreta, perceptível. Se aproximamos nossas mãos do fogo,...
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