Emile durkhein e o fato social

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  • Publicado : 12 de outubro de 2011
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INTRODUÇÃO

Emile Durkhein, sucessor de Comte na França. Pai do realismo sociológico, explica o social pelo social, como realidade autônoma. Conhecido como sociólogo, mas também pedagogo e filósofo. Foi o fundador da escola francesa de sociologia, posterior a Marx, que combinava a pesquisa empírica com a teoria sociológica.
O presente trabalho teve como intuito,buscar compreender um pouco mais a respeito desse sociólogo, apresentando alguns conceitos pertinentes á sua importância, bem como, seu pensamento, sua ideologia, suas críticas a sociedade e até mesmo, possíveis soluções para as questões de ordem social e moral, pois para ele a raiz dos males sociais de seu tempo, seria de natureza moral.

EMILE DURKHEIN E UMA FORMA DE PENSAMENTO SOCIALÉ considerado um dos pensadores mais expressivos e que mais contribuiu para a consolidação da Sociologia como ciência empírica e disciplina acadêmica. Pesquisador metódico e criativo foi o primeiro professor universitário de Sociologia e deixou um número considerável de seguidores.
Seu principal trabalho é na reflexão e no reconhecimento da existência de uma"Consciência Coletiva". Ele parte do princípio que o homem seria apenas um animal selvagem que só se tornou Humano porque se tornou sociável, ou seja, foi capaz de aprender hábitos e costumes característicos de seu grupo social para poder conviver no meio deste.
O autor positivista era influenciado por (idéias), pensamento conservador. Para Durkhein todos os problemas sociais seriam denatureza moral e, portanto, preocupava-se com a ordem social, o que segundo ele só aconteceria se houvessem idéias morais capazes de guiar a conduta dos indivíduos.
Durkhein ressalta que a sociologia deveria estudar os “fatos sociais”, que de acordo com ele possuíam três características marcantes: A primeira característica diz respeito aos os fatos sociais existirem fora do indivíduo, istoé, já existiam antes de seu nascimento e atuam sobre ele, independentemente de sua vontade ou de sua adesão consciente. A segunda característica é a coercitividade decorrente da coerção social ou força que esses fatos exercem sobre os indivíduos, levando-os a agirem de acordo com as regras estabelecidas pela sociedade em que vivem. A terceira característica é a generalidade, que é percebida pelograu de difusão das crenças, das tendências, das práticas do grupo pelo conjunto da sociedade. E é por serem tomadas coletivamente que elas se constituem como fato social.
Do ponto de vista de Durkheim, a educação, por exemplo, é um fato social que se impõe aos indivíduos pressionando-os a agir de acordo com as leis, as normas, os valores, o costume e as tradições de uma sociedadeque, como uma entidade moral, assim exige, ou seja, o comportamento dos indivíduos é socialmente determinado e a educação é o fator essencial na conformação do indivíduo aos padrões morais e sociais de uma sociedade. Relata ainda que, a instituição social é um mecanismo de proteção da sociedade, é o conjunto de regras e procedimentos padronizados socialmente, reconhecidos, aceitos e sancionados pelasociedade, cuja importância estratégica é manter a organização do grupo e satisfazer as necessidades dos indivíduos que dele participam. As instituições são, portanto, conservadoras por essência, quer seja família, escola, governo, polícia ou qualquer outra, elas agem fazendo força contra as mudanças, pela manutenção da ordem.
Durkheim deixa bem claro o quanto acreditava que essasinstituições são valorosas e partiu em sua defesa, o que o deixou com uma certa reputação de conservador, que durante muitos anos causou antipatia a sua obra. Mas sua defesa se baseia num ponto fundamental, o ser humano necessita se sentir seguro, protegido e respaldado. Uma sociedade sem regras claras (num conceito do próprio Durkheim, "em estado de anomia"), sem valores, sem limites leva o ser...
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