Economia os fisiocratas

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  • Publicado : 5 de dezembro de 2012
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A fisiocracia se constituiu numa corrente do pensamento econômico da Europa do século XVIII que defendia a idéia de que todo valor deriva da terra e só ela é capaz de produzir riqueza, assumindo uma posição clara de crítica ao mercantilismo.

Os fisiocratas pregavam a liberdade de mercado, acreditando que o auto-interesse individual está na base do funcionamento harmônico da economia, motivopelo qual combatiam as medidas intervencionistas do governo e tinham como máxima o refrão "laissez-faire, laissez-passer" (deixa fazer, deixa passar), que apela para a liberdade da produção e do comércio.


CONTEXTO HISTÓRICO

A França, berço do liberalismo, vivia momentos difíceis. Os lavradores e burgueses levantavam-se contra a política absolutista da monarquia decadente. Os monopóliosconcebidos pelo rei eram alvo de profundas críticas. Os regulamentos das corporações que reuniam os artesãos urbanos não atendiam à mentalidade do florescente capitalismo industrial. A intranqüilidade política e a insolvência internacional foram agravadas pela perda da Índia e do Canadá, dois importantes elementos do império colonial francês.

O sistema tributário francês se transformou no principalponto de apoio da crítica dos pensadores econômicos da época. Baseava-se em pesados encargos sobre os artífices, os mercadores e os lavradores, para permitir isenção aos nobres e ao clero.


O SURGIMENTO DA ESCOLA FISIOCRATA

Em meados do Século XVIII aparece na França o primeiro grupo de pensadores de questões econômicas, organizados formalmente em escola, os quais se intitulavam"economistas", mas que vieram a ser conhecidos como fisiocratas, adeptos da escola da fisiocracia, que se assume como grande crítica ao mercantilismo.

Os fisiocratas pregavam que todo valor deriva da terra e do trabalho, considerando proveitoso ter ouro e prata em abundância.

Entretanto, logo de início, os fisiocratas elaboram uma teoria pessimista sobre o futuro daqueles que se enriquecem às custas docomércio e da acumulação de ouro e prata, considerando que:

O aumento do rendimento leva a um aumento de consumo, elevando o volume das importações e, conseqüentemente, a acumulação de ouro e prata é menor do que o esperado.
O aumento das despesas leva a que o trabalho seja mais caro, vez que a procura pelo trabalho passa a ser maior que a oferta, tendo como conseqüência a elevação dos preçosdos produtos. Com os produtos mais caros o país torna-se menos competitivo nos mercados externos, havendo uma tendência para a descida das exportações e um aumento das importações, recaindo no problema anterior.
A acumulação de dinheiro leva a que os mais abastados gastem em bens supérfluos e luxuosos, conseqüentemente o Estado empobrece gradualmente.
A escola fisiocrata era formada por umgrupo heterogêneo de autores, tais como:

Jacques Turgot, que era secretário de finanças de Luis XVI, autor de reformas de inspiração liberal e propagandista da teoria do direito natural.
Marquês de Mirabeau, que cunhou a expressão mercantilismo.
Mercier de la Rivière, uma das principias figuras, com farta reflexão em filosófica política.
Du Pont de Nemours, que ajudou a difundir as idéiasfisiocratas nos Estados Unidos.
François Le Trosne, jurista e economista que desenvolveu uma análise do valor em que considera fatores como utilidade, despesas na produção, raridade do bem e concorrência.
Nicolas Baudeau, que era o editor-chefe do jornal dos fisiocratas.
François Quesnay, que foi o líder do movimento, médico da corte de Madame de Pompadour e de Luis XV, autor da obra QuadroEconômico, a mais conhecida da escola fisiocrata.
O principal autor fisiocrata foi Quesnay. Para ele a propriedade é um direito que todos têm, e é natural, sendo o trabalho o fundamento desse direito.

Quesnay verificou que a distribuição da propriedade não era proporcional ao trabalho de cada um, havendo uma ordem social não natural que promovia as desigualdades.

As idéias fundamentais de Quesnay...
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