Dworkin imperio do direito cap 2

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UNIVERSIDADE REGIONAL INTEGRADA DO ALTO URUGUAI E DAS MISSÕES – URI – CAMPUS DE SANTO ÂNGELO
DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM DIREITO – MESTRADO
DISCIPLINA: POLÍTICAS LEGISLATIVAS E DIVERSIADE
1º QUADRIMESTRE
DOCENTE: PROFESSOR DOUTOR ADALBERTO NARCISO HOMMERDING
MESTRANDOS:
ANA PAULA PAUSE
LUANA CASTILHOS
JOCELITO ZBOROWSKI

FICHAMENTO-RESUMOBibliografia:
DWORKIN, Ronald. O Império do Direito. Tradução Jefferson Luiz Camargo. São Paulo: Martins Fontes, 1999


CAPÍTULO 2 – OS CONCEITOS DE INTERPRETAÇÃO
No início do subtítulo A intenção e Valor da Arte, Dworkin afirma que o método de interpretação que está fundamentado na intenção do autor é discutível até mesmo na sua forma mais simples.
“Muitos críticos afirmam que a interpretaçãoliterária deve ser sensível a certos aspectos da literatura – os efeitos emocionais que ele exerce sobre os leitores, ou domodo como a sua linguagem foge a qualquer redução a um conjunto específico de significados, ou a possibilidade de diálogo que cria entre o artista e o público” (p. 72).
“E mesmo aqueles que ainda insistem em afirmar que a intenção do artista deve ser decisiva quanto à‘verdadeira’ natureza da obra divergem sobre o modo como essa intenção deve ser construída”(p.72)
“Todas essas divergências sobre a intenção e a arte são importantes para nós não porque devamos tomar partido [...], mas por que devemos tentar compreender a natureza da discussão, aquilo sobre que realmente há divergência” (p. 72).
Segundo o autor, as obras de arte possuem um valor específico denominado deestético. Mas na tradição crítica modernista essa definição é aberta “saber onde se encontra esse valor e até que ponto ele se concretizou” (p. 72).
“Essa maneira de ver o debate entre os críticos explica por que alguns períodos de atividade literária são mais associados do que outros com a intenção artística: sua cultura intelectual vincula o valor na arte mais firmemente ao processo de criaçãoartística” (p. 72-73).
Dworkin afirma que o estilo de interpretação dominante está firmado na intenção do autor “e as discussões no interior desse estilo, sobre o que é, mais precisamente, intenção artística refletem dúvidas e divergências mais afinadas sobre a natureza do gênio criador, sobre o papel do consciente e do inconsciente, e sobre o que há de instintivo em sua composição e expressão.” (p.73)
“Alguns críticos que divergem mais explicitamente do estilo autoral, pois enfatizam os valores da tradição e da continuidade nos quais o lugar de um autor muda à medida que a tradição se constrói, defendem uma interpretação retrospectiva que faz a melhor leitura da obra depender daquilo que foi escrito um século mais tarde” (p. 73)
“Quero dizer, apenas, que nas circunstancias habituaisda crítica, devemos ser capazes de atribuir-lhe tal ponto de vista, do mesmo modo que em geral atribuímos convicções às pessoas, se quisermos entender suas afirmações como interpretativas, e não, por exemplo, como zombeteiras ou enganadoras.” (p.74)
No subtítulo Intenções e Práticas, Dworkin afirma que em nossa cultura, a interpretação artística é uma interpretação construtiva. “A grandequestão sobre até que ponto a melhor interpretação de uma obra de arte deve ser fiel à intenção do autor volta-se para a questão construtiva de saber se a aceitação dessa exigência permite que a interpretação aprimore ao máximo a experiência ou o objeto artístico” (p. 75)
“Mas uma prática social cria e pressupõe uma distinção crucial entre interpretar os atos e pensamentos dos participantes um aum, daquela maneira, e interpretar a prática em si, isto é, interpretar aquilo que fazem coletivamente. Ela pressupõe essa distinção porque as afirmações e os argumentos que os participantes apresentam, autorizado e estimulado pela prática, dizem respeito ao que ela quer dizer, e não ao que eles querem dizer”(p.76-77)
“Portanto, cada um dos adeptos de uma prática social deve...
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