Direito

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ESTUDAR PARA CONCURSO LETRAS PORTUGUES 
 
USO LITERÁRIO DA LINGUAGEM:
  O emprego da linguagem no dia-a-dia, na vida prática, bem como o seu emprego em textos técnicos, científicos são considerados usos. Para alguns estudiosos, o emprego da linguagem na literatura, ou o uso literário da linguagem, não deve ser considerado um uso particular da linguagem como os demais, mas a sua plenafuncionalidade (ou a sua plenitude funcional), isto é, a plena realização de suas possibilidades, potencialidades, virtualidades. Eugenio Coseriu chega a afirmar: “qualquer outro uso, sendo precisamente uso, é uma redução da linguagem, tal como se apresenta na literatura com o desdobramento de suas possibilidades”. (COSERIU, 1993, p.39). Considera ele o emprego da linguagem na vida prática ou naciência uma “drástica redução da plenitude funcional da linguagem”. Quando o fazemos, na realidade “minimizamos a linguagem”, reduzindo-a a mero instrumento de uma finalidade determinada e imediata, sendo que, em uso na literatura, a linguagem constituiria a finalidade em si mesma, o objeto maior a ser alcançado enquanto construção do sentido. (COSERIU, 1993; p.39) Muitos são igualmente os que criticam oprivilégio dado à língua escrita, especialmente à língua literária, reivindicando a primazia da linguagem oral.
Cabe lembrar que, tanto na linguagem falada como na linguagem literária, o usuário da língua pode exercer sua criatividade. Poeta e falante aí se equivalem. “Enquanto poder de criação, em seu momento absoluto, linguagem e poesia se identificam”, diríamos com apoio em Sílvio Elia.(RANAURO, 1997, p.76)
Poucos além de Roman Jakobson, buscaram aplicar as técnicas de investigação lingüística, até então aplicadas à linguagem falada, à linguagem literária. Perderam ambas, a ciência lingüística e a ciência literária.
  CIÊNCIA LINGÜÍSTICA E CIÊNCIA LITERÁRIA:
    A ciência lingüística é naturalmente autônoma em relação à ciência literária, e vice-versa. No níveluniversitário, em termos da especialização, é possível, e até pedagogicamente necessário, distingüi-las. O mesmo não se pode dizer no nível do ensino dos 1º e 2º graus. Neles, a relação entre ambas deve constituir a própria base do ensino.
Ao ensino universitário cabe preparar especialistas, técnicos da linguagem e/ou da literatura. Já o ensino da língua nos 1º e 2º graus, além de capacitar o aluno parausá-la de modo eficaz e adequado, deverá igualmente fornecer a esse aluno conhecimento sobre o funcionamento dessa língua, dando-lhe igualmente condições para compreender e apreciar a(s) sua(s) literatura(s).
      SABER IDIOMÁTICO E SABER EXPRESSIVO:
    Existe o que se pode chamar de “saber idiomático”, da mesma forma que se tem o “saber expressivo”. No nível do “saber idiomático”, temos tudoque constitui regra, em função de uma língua, não o sendo necessária ou obrigatoriamente em outra língua. No “saber expressivo”, estaria o saber próprio de uma determinada língua no/do nível do texto, no/do nível do discurso: saber estruturar um texto, saber falar em determinadas situações, de acordo com a(s) pessoa(s) com quem se fala, com os objetivos a serem alcançados e as intenções (às vezes,até “segundas intenções”) norteadoras do discurso (competência comunicativa). Os “desvios”, nesses casos, não constituiriam “erros” propriamente, ou incorreções idiomáticas, mas inadequações, impropriedades, inconveniências.
O saber produzir, estruturar textos e/ou discursos é muitas vezes avaliado, “medido” pelo outro, pelo que diz, opina sobre o desempenho deste ou daquele usuário da língua.Os falantes percebem, de forma instintiva, as adequações, mais ainda as inadequações, desta ou daquela maneira de dizer, de expressar-se, enfim. E se preocupam com isso: “Como vou dizer, ou como devo dizer isso?”; “Não era bem isso que eu queria dizer”.; “Do jeito com que você falou, dá até a impressão que...”, etc., etc. É esse o “saber expressivo”.
Saber falar é complexo, embora se diga...
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