Diarreia

Disponível somente no TrabalhosFeitos
  • Páginas : 13 (3090 palavras )
  • Download(s) : 0
  • Publicado : 25 de junho de 2012
Ler documento completo
Amostra do texto
DIARREIA

Em 1987, a Organização Mundial de Saúde (OMS), definiu diarréia persistente como um episódio diarréico de causa presumivelmente infecciosa que se inicia como um episódio agudo e se prolonga de forma não usual, acarretando agravo do estado nutricional e condição de alto risco de vida. O termo não inclui as formas crônicas ou recorrentes de diarréia, como sprue tropical, doençacelíaca, fibrose cística e outras desordens hereditárias com manifestações diarréica. No boletim publicado pela OMS, ficou estabelecido como diarréia persistente o episódio diarréico com duração igual ou superior a 14 dias.
Apesar de existirem tantos recursos tecnológicos de fácil aplicabilidade, cada criança, nos países em desenvolvimento, apresenta uma média de três episódios dediarréia por ano, e, embora se tenha observado um decréscimo nas taxas de mortalidade por diarréia, esta é ainda uma das principais causas de morbi-mortalidade em crianças 8. As doenças diarréicas foram a segunda causa de internação para menores de cinco anos, ocorrida na rede de saúde pública e conveniada do SUS, no Brasil, no ano de 2001. Dessa forma, continuam constituindo-se em um problema de saúdepública, visto que a ocorrência de hospitalizações e óbitos infantis revelam falência nas ações de controle.
Diarreia é definida como o aumento do número de evacuações, acompanhado da diminuição da consistência das fezes. Do ponto de vista clínico ela pode ser dividida em diarréia aguda e crônica. A diarréia aguda caracteriza-se pelo início súbito, sendo a forma mais frequente deapresentação no verão. A causa mais frequente de diarréa aguda é pela ingestão de alimentos contaminados, sendo definida como intoxicação alimentar.
Junto com a diarreia, o quadro clínico da intoxicação alimentar inclui náuseas, vômitos e dor abdominal que varia em intensidade. Os sintomas aparecem em um período que varia de 6 a 24 horas após a ingestão dos alimentos contaminados. Emum grande número de casos os sintomas predominantes são náuseas, vômitos e dor abdominal sem diarréia.
Observamos maior suscetibilidade à intoxicação alimentar nos meses do verão e no final da primavera, porque as temperaturas e a umidade do ambiente estão mais altas, dificultando a conservação dos alimentos. Nesta época, os cuidados para evitar a contaminação microbiológicados alimentos devem ser redobrados. As crianças menores e os idosos são mais suscetíveis às complicações da intoxicação alimentar em decorrência da possibilidade de desidratação. Quanto maior o teor de proteína e gordura do alimento, mais fácil ele é contaminado. As carnes em geral, a maionese e os crustáceos são um exemplo disso.
Como foi dito acima, os cuidados com arefrigeração e o manuseio dos alimentos são fundamentais para conservação. Nas praias, além da alta exposição solar, os refrigeradores estão longe do local de consumo dos alimentos. Camarão e queijo são muito ricos em proteínas e gorduras, e os sanduíches naturais (nem tão naturais assim) geralmente incluem pastas com maionese que também têm grandes chances de contaminação. Além disso, é preciso lembrarque um alimento muito consumido no verão é o palmito, que facilmente se deteriora em condições inadequadas.
Se houver suspeita de diarreia aguda associada à intoxicação alimentar, e os episódios de náusea forem acompanhados por aumento do número de evacuações, principalmente em idosos e crianças com menos de 5 anos, é aconselhável procurar um serviço médico de prontoatendimento (postos de saúde e hospitais) para avaliar a necessidade de hidratação venosa.
Caso seja possível, começar o tratamento em casa logo após o início do quadro. Ofereça ao paciente soluções isotônicas e soro caseiro em pequenos volumes por vez a cada hora. Prefira líquidos mais gelados porque são mais bem tolerados por pacientes com náuseas e vômitos. Se após 6 horas do...
tracking img