Diabtes ngestacional mellitus

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1. INTRODUÇÃO

O diabetes mellitus é responsável por cerca de 25 mil óbitos anuais, sendo classificado como a sexta causa de morte no Brasil. O diabetes e a hipertensão arterial, associados, aumentam consideravelmente o risco de doenças

cardiovasculares, que representam a primeira causa de óbito no país e são responsáveis por elevadas taxas de internação hospitalar e incapacitação física. A redução dos índices de morbimortalidade por doenças crônico-degenerativas não transmissíveis é um dos principais desafios do setor de saúde brasileiro (SECRETARIA DE POLÍTICAS DE SAÚDE, 2002). O diabetes mellitus pode ter início na gestação, sendo denominado diabetes gestacional. Além dos problemas decorrentes desta patologia, são passíveis de ocorrer complicações maternas e fetais. Com o objetivo de reduzir a mortalidade causada por doenças cardiovasculares, o número de internações, a procura por pronto atendimento, os gastos com tratamento de complicações e as aposentadorias precoces e a taxa de mortalidade, foi criado pelo Ministério da Saúde, o Plano de Reorganização da Atenção ao Diabetes Mellitus e à Hipertensão Arterial. Nesse processo é fundamental a atuação farmacêutica, porque o diabetes normalmente requer tratamento com medicamentos de uso contínuo, os quais freqüentemente estão associados a outros destinados ao tratamento de

patologias relacionadas. Conseqüentemente, ficam aumentadas as possibilidades

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da ocorrência de interações medicamentosas e aparecimento de problemas relacionados com os medicamentos (CIPOLLE, 1990). Ao farmacêutico cabe a preparação, dispensação e acompanhamento do tratamento farmacológico e desde que a Farmácia retomou a sua função de promover a saúde, tem sido observado o crescimento da Atenção Farmacêutica no Brasil. Isto ocorre porque o paciente está em maior contato com a Farmácia do que com seu próprio médico. Um farmacêutico capacitado, bem motivado e com uma metodologia de trabalho adequada, pode beneficiar

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