Diabete gestacional

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1 INTRODUÇÃO

Diabetes Mellitus Gestacional (DMG) é definido como qualquer nível de intolerância a carboidratos, resultando em hiperglicemia de gravidade variável, com início ou diagnóstico durante a gestação. Sua fisiopatologia é explicada pela elevação de hormônios contrarreguladores da insulina, pelo estresse fisiológico imposto pela gravidez e a fatores predeterminantes (genéticos ouambientais). O principal hormônio relacionado com a resistência à insulina durante a gravidez é o hormônio lactogênico placentário, contudo, sabe-se hoje que outros hormônios hiperglicemiantes como cortisol, estrógeno, progesterona e prolactina também estão envolvidos.
A incidência de DMG é de 3% a 7%, variando de acordo com a população estudada e com os critérios diagnósticos utilizados.Nos Estados Unidos, são diagnosticados 135.000 novos casos por ano, tendo uma prevalência de 1,4% a 2,8%, nas populações de baixo risco e de 3,3% a 6,1%, nas populações de alto risco.
No Brasil, estima-se prevalência de 2,4% a 7,2%, dependendo do critério utilizado para o diagnóstico. Devido a implicações éticas, estudos aleatorizados a respeito do DMG são raros e, sendo assim, asrecomendações desta diretriz serão sustentadas, na maior parte das vezes, por estudos com outro tipo de desenho.










2 OBJETIVOS

2.1 Objetivo Geral
• Orientar o grupo de gestantes, sobre a ocorrência de diabetes durante a gestação.

2.2 Objetivos específicos
• Explicar para o grupo de gestantes a importância do diagnóstico precoce;
• Orientar sobre as complicações;
•Orientar sobre a importância de uma alimentação saudável para o controle da doença.











3 METODOLOGIA

O presente trabalho é uma pesquisa realizada em vários materiais sobre o tema.
















4 DIABETE GESTACIONAL

A gestação em mulheres diabéticas é uma condição reconhecidamente associada a uma maior frequência de anormalidades, quandocomparada a gestações normais. Sabe-se que a hiperglicemia, nesse período, pode resultar em aumento da mortalidade fetal, além de uma maior frequência de complicações tais como malformações, macrossomia, hipoglicemia, hiperbilirrubinemia, policitemia, hipocalcemia, hipomagnesemia, cardiomiopatia hipertrófica e síndrome do desconforto respiratório do recém-nascido. Para a gestante, o mau controlemetabólico está implicado em maiores índices de abortos espontâneos, infecções, hipertensão arterial, doença hipertensiva específica da gravidez (DHEG), partos pré-termo e cesáreas. Embora ainda não estejam completamente definidos os níveis ideais de glicemia durante a gestação nas pacientes diabéticas, já está demonstrado que um bom controle metabólico está associado à redução dessas complicações(MONTENEGRO et al, 2000).
A gravidez é uma condição fisiológica em que ocorre uma adaptação hormonal, representada por aumento dos níveis de estrógenos, progesterona, cortisol, prolactina e produção de lactogênio placentário humano. Essas mudanças interferem no metabolismo dos carboidratos, podendo resultar, em mulheres susceptíveis, no desencadeamento de DMG e, naquelas previamente diabéticas, empiora do controle glicêmico (MONTENEGRO et al, 2000).


4.1 Diagnóstico
Considerando que a apresentação do DMG é geralmente assintomática, e sabendo-se que a terapêutica adequada pode reduzir a frequência de complicações, torna-se imperativa a avaliação de todas as gestantes, iniciando-se na primeira consulta pré-natal (MONTENEGRO et al, 2000).
O diagnóstico é baseado nasdeterminações da Organização Mundial da Saúde, que preconiza o teste de tolerância à glicose via oral com 75 gramas (TOTG-75), com medida das glicemias plasmáticas venosas de jejum e 2h. Considera-se diagnóstico de DMG, se a glicemia de jejum for maior ou igual a 126 mg/dl ou a de 2 h (TOTG-75) maior ou igual a 140 mg/dl. Na gestante, cujo rastreamento ou avaliação diagnóstica for negativo entre a 24...
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