Desenho animado

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Amostra do texto
Segundo Antos (1982: 92), ao produzir um enunciado, o locutor realiza uma atividade intencional: “Formular um texto não é só planejá-lo, mas também realizá-lo”,isto é, formular é efetivar atividades que estruturam e organizam os enunciados de um texto e o esforço que o locutor faz para produzi-los se manifesta por traços que deixa em seu discurso. Assim,formular não significa simplesmente deixar ao interlocutor a “tarefa” da compreensão, mas, sim, deixar, através desses traços, marcas para que o texto possa ser compreendido, o que faz com que a produção do texto seja, ao mesmo tempo, ação e interação.
As atividades de formulação podem ser subdivididas em:
a) de formulação stricto sensu, quando o locutor não encontraproblemas de processamento e linearização;
b) de formulação lato sensu, quando o locutor encontra problemas de formulação e deve resolvê-los.
As hesitações são tidas como um tipo de "problema’’que é captado durante sua formulação/linearização, isto é,on line, caracterizando-se por seu aspecto prospectivo, já que tem como escopo algo que vem depois.
Segundo Chafe (1985: 78), os casos de hesitaçãoconstituem uma "evidência de que a fala não é uma matéria de regurgitação de materiais já estocados na mente em forma lingüística, mas é um ato criativo, relacionando dois meios,pensamento e linguagem, que não são isomórficos, mas requerem ajustes e reajustes mútuos".
Para Marcuschi (1995), a hesitação é um indício de"dificuldade cognitivo/verbal localizado na estrutura sintag-mática". Existe emtodas as línguas, significando que elas têm meios de introduzir no discurso o processo de formulação,quando existem dificuldades: há uma interrupção no fluxo informacional devido a uma má seleção futura, resultando um enunciado ainda não concluído. "Ela constitui uma evidência de que a fala é uma atividade administrada passo a passo e que planejamento e verbalização simultâneos têm conseqüênciano controle do fluxo informacional; a fala vai mostrando seus próprios processos de criação" (Fávero, 1997:120).
A paráfrase é uma atividade de reformulação pela qual se restaura "bem ou mal, na totalidade ou em partes, fielmente ou não, o conteúdo de um texto-fonte, num texto-derivado"(Fuchs, 1983).
Observe, leitor, o exemplo a seguir:
(29)
LI me parece que está ahn... envelhecidaa cidadené?...
ahn::...muita construção... antiga não tem muita construção nova
(NURC-SP D2 360: 41-43, p. 18)
Nesse exemplo, LI ao dizer envelhecida explica o que o termo significa: haver muitas construções antigas e poucas novas; executa, assim, uma paráfrase explicativa.
A paráfrase é, portanto, um enunciado que reformula um anterior e com o qual mantém uma relação de equivalência semântica.
Outroscasos em que ocorre a paráfrase é quando o locutor pretende generalizar, isto é, o nunciado reformulado apresenta uma abrangência maior do que o enunciado original.
A paráfrase exerce inúmeras funções, como a de contribuir para a coesão do texto, enquanto articuladora de informações novas e antigas, mas sua função principal é a de garantir a intercompreensão, e difere das demais atividadesdeformulação como, por exemplo, a repetição pela criatividade em contraste com o automatismo desta última.
Na visão de Marcuschi U996), a repetição é uma das atividades de formulação mais presentes na oralidade, podendo assumir um variado conjunto de funções. Dentre elas, podemos destacar a sua contribuição I para a organização do discurso e a manutenção da coerência textual, bem como a organizaçãotópica e a geração de seqüências mais compreensíveis.
Portanto o texto oral é produzido passo a passo, criação coletiva dos interlocutores.
A correção por sua vez desempenha papel considerável entre os processos de construção do texto e corresponde à produção de um enunciado linguístico(enunciado reformulador - ER) que reformula um anterior (enunciado fonte – EF),considerado...
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