Democracia sob olhar de hobbes

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  • Publicado : 2 de dezembro de 2012
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INTRODUÇÃO

O que pensar de uma sociedade governada pela vontade de uma só mente? E sobre um mundo governado por várias mentes representantes de toda uma nação?

Já vimos exemplos desse primeiro pensamento na História, a começar pelo absolutismo francês. Neste perído da história, muitos reis absolutistas entraram no poder não pela competência e sim por sua linhagem sanguínea. Governavam semao menos se interessarem pela população; esbanjando uma vida de benefícios que vinham do esforço dos tantos súditos trabalhadores. Apesar da Revolução Francesa e todos os processos seguintes, a problemática ainda perdura de certo modo em todo cenário atual: em que o trabalhador é explorado vendendo sua força de trabalho para o proprietário dos meios de produção, neste caso sendo colocado como o“burguês”. Essa é a realidade capitalista.

Uma vez abusado, passa a ter péssimas condições de vida e, haverá um dia em que tal conjuntura provoque alguma reação dos explorados; seja esta reação representada por movimentos revolucionários , por revoltas ou greves, entre outros métodos. Quando tal processo ocorre, quer dizer que se manifesta também a voz das ânsias e almejos da classe que sepronuncia. Estes processos nada mais são que uma das formas de expressar-se, colocando a opinião de um grupo de pessoas diante do governo o qual está submetido; praticando, enfim, a democracia, conceito este que pode ser definido como “soberania popular”. Esta palavra vem do grego (demo:povo e kracia:governo) e diante desse conceito podemos analisar diversas contradições: sejam elas no Brasil ou no Mundo.Vamos nos atentar aqui para o conceito de democracia vinculada com o direito de votar dos indivíduos, de expressar suas ideias e a ação dos governantes diante disso, tomando como base a realidade brasileira, para depois a entendermos num sitema político e econômico mais abrangente.

DESENVOLVIMENTO

Segundo o filósofo inglês Thomas Hobbes, a partir do momento em que se vive em sociedade, oindivíduo faz um Pacto Social: Se desvencilha de sua liberdade para garantir sua segurança e estabilidade, deixando que um soberano (Leviatã) tome as decisões maiores. Isto posto, vemos que os cidadãos confiam neste Leviatã no que se refere à qualidade de vida. O “representante” do povo, no entanto, não sofreu nenhuma das mazelas que a maioria da população sofreu, ou seja, as camadas mais pobresnão tem real representatividade no poder. É como se o político não participasse da realidade daqueles que nele votaram e não entrasse na política para ajudá-los e representá-los, mas sim para enriquecer, manter seu poder e influência no que lhe convém.

Mas o problema está no sistema ou nas pessoas que o movem?

Para fazermos essa análise vamos nos atentar a algo bastante corriqueiro em épocasde eleições: o frequente incentivo “Vote com Consciência”, a frase mais comum neste período. Para que o povo vote com essa consciência espera-se que estas pessoas tenham conhecimento e discernimento para que seu voto não seja simplesmente trocado por comida. Para se tornar esclarecida, o Estado deveria prover educação e espaço para discussões, mas ao invés disso continua mantendo-a com muitasnecessidades e limitando suas manifestações. Depois das eleições e, estando numa democracia representativa, a população votante então já não “poderia” reclamar do governo já que fez sua escolha.

Outro conceito tomado por Hobbes é de que o homem nasce mau e deve haver pois, um soberano para corrigir a sociedade, disciplinando-a. Contudo essa natureza humana é também a do Leviatã: um homem que nasceumau ainda que seja represente de um Estado mas que, como tal, deveria ser imparcial, não colocando suas características próprias acima do regulador da sociedade.

Em teoria, é palusível mas na prática observa-se que o homem torna-se o lobo do homem: os exploradores oprimem os que se deixam oprimir.

Estamos, como sociedede, num sistema ainda maior: o Capitalismo e o sistema de opressão...
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