Delinqu Ncia Juven L

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INTRODUÇÃO

O conceito de «delinquência juvenil» surge como uma construção social e institucional em torno da qual se reúnem definições e ideias sobre situações e comportamentos que contrastam com o conceito ideal que temos da infânciae da juventude.

A um determinado nível, a delinquência juvenil é definida apartir das leis, das práticas e das crenças relativas ao comportamento dascrianças e dos jovens que governam as instituições responsáveis social elegalmente pelo controlo e tratamento do comportamento considerado delinquentee de outros problemas juvenis.

A um outro nível, a delinquência juvenil é comportamento: o comportamento que os jovens estabelecem com a família, os amigos e outros adultos nos espaços onde a delinquência emerge.

A família e a escola estão no centro da problemática em torno da«delinquência juvenil».

Esta centralidade da família e da escola nasce danossa convicção de que a delinquência é produto da incapacidade dessasduas estruturas de socialização de levarem, em muitos casos, a bom termoas responsabilidades e os deveres que socialmente lhes competem realizar.

A delinquência é vista como uma falta de controlo, uma demissão do mundo adulto das suas responsabilidades em relação à geração mais nova.

A faltade acompanhamento e de supervisão ao longo do desenvolvimento infantil e juvenil justifica o aparecimento de comportamentos que muito se afastamdaqueles que aos nossos olhos exprimem o conceito ideal de infância e dejuventude. O aparente fracasso das estruturas de socialização convencionais e a eclosão de comportamentos desviantes justificam a intervenção de outras instituições de controlo social no processo educativo dos adolescentes e jovens.

Mas será justo acusar a família e a escola de não cumprirem o seu papel? Será justo dizer que a elas pertence a responsabilidade do problema da «delinquência juvenil»? E, se essa acusação for realmente verdadeira, então como justificar ou explicar a incapacidade

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