Dany

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1. Lógica do conceito
Conceptualizar significa criar uma representação mental de uma classe de objectos ou elementos da realidade externa ou interna. De uma forma mais rigorosa, podemos afirmar que na conceptualização estão envolvidos dois actos da mente: em primeiro lugar, a apreensão das características distintivas presentes num número significativo de elementos de uma classe de objectospertencentes à realidade, seguida da generalização dessas características, incluindo-as numa representação abstracta das características comuns a todos os elementos dessa classe de objectos. Assim, podemos definir o conceito como sendo a representação abstracta da essência (natureza) de uma classe de objectos.
2.1. Noções de conceito e termo
O conceito como acto mental que qualifica uma classede objectos ganha a sua forma na linguagem que permite fixá-lo e evocá-lo. E essa evocação ou fixação dá-se o nome de termo, que podemos definir como expressão verbal de um conceito ou, ainda, roupagem convencional e simbólica do conceito.
A lógica considera nas noções e nos termos duas propriedades essenciais: a extensão e a compreensão.
A extensão é o conjunto de seres ou objectos abrangidospelo conceito;
A compreensão de um conceito é o conjunto de propriedades que o caracterizam e são comuns a todos os seres ou objectos que formam a sua extensão.
1.1.1. Relação entre extensão e compreensão
Entre a extensão e a compreensão de um conceito estabelece-se uma relação qualitativa, podendo, por isso, variar na sua razão inversa: quanto maior for a extensão, menor será acompreensão; e quanto menor for a extensão, maior será a compreensão.
1.1.2. Classificação dos conceitos e dos termos
Quanto à compreensão | Simples – não tem partes. Ex: ser (a ideia de ser) |
| Compostos – são divisíveis ou têm partes. Ex: Homem, animal, planta. |
| Concretos – são aplicáveis as realidades tangíveis, sujeitos ou objectos.Ex: gato, cadeira e livro |
| Abstractos – aplicam-sea qualidades, acções, pensamentos ou estados.Ex: amor, paixão, ódio, amizade, alegria e tristeza. |
Quanto à extensão | Universais – aplicam-se a todos elementos de um conjunto ou classeEx: Homem, caderno e lápis |
| Particulares – aplicam-se apenas à parte de um todo, ou classe.Ex: certos alunos, alguns pais, estes cadernos |
| Singulares – aplicáveis apenas a um indivíduo. Ex: Mataka,Adija. |
Quanto à relação mútua | Contraditórios opõem-se e excluem-se mutuamente. Ex: alto/não alto |
| Contrárias – opõem-se mas não se excluem. Ex: branco/preto |
| Relativos – um não é sem outro (implicação mútua)Ex: pai/filho, esquerda/direita, esposo/esposa |
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1.1. A Definição
Definição é a operação lógica que consiste em determinar com rigor a compreensão exacta de umconceito. Definir um conceito é indicar os seus limites, distinguindo-o de outros conceitos. A definição de um conceito faz-se enumerando as qualidades essenciais, para que a sua noção seja tão clara e precisa que, sabendo com exactidão o que ele é, o distingamos com nitidez do que ele não é.
Existem dois tipos fundamentais de definições que são: Real e Nominal.
1.2.3. Regras de definição
*A definição deve aplicar-se a todo o definido e só ao definido;
* A definição não deve ser circular ou o termo a definir não deve constar na definição;
* A definição não deve ser negativa quando pode ser positiva;
* A definição não deve ser expressa em termos figurativos ou metafóricos.
1.2.4. Conceitos indefiníveis
* Géneros supremos – os géneros supremos são indefiníveis porexcesso de extensão.
* Indivíduos – se os géneros supremos são indefiníveis por excesso de extensão, os indivíduos são indefiníveis por excesso de compreensão. Os indivíduos só podem ser nomeados ou descritos.
* Dados imediatos da experiência – os dados imediatos da experiencia são por si só claríssimos, não havendo, por isso, nenhuma definição que possa clarificá-los ainda mais....
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