Curriculo e sexualidade

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  • Publicado : 12 de dezembro de 2012
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Resumo
Focalizamos neste artigo o papel que a escola exerce na construção da identidade sexual das crianças e também a mídia como elemento oculto no currículo escolar. Procuramos respostas para duas questões que nos incomodaram: Como os componentes que compõem o ambiente escolar exercem um domínio na identidade sexual dos estudantes e como o preconceito e homofobia evidenciados podem sercombatidos no seio escolar. Iremos expor como a escola exerce um poder ideológico sobre a identidade sexual dos estudantes. Trabalharemos a formação docente como um elemento de suma importância para a desconstrução de identidades pré-determinadas. Concluiremos realizando uma análise geral do tema trabalhado.
 
PALAVRAS-CHAVES: Sexualidade, identidade, gênero, docente, mídia.

Introdução
Este artigotem como objetivo expor a maneira como a escola trata a sexualidade dos alunos nos dias atuais com os vários componentes que opõem a este desenvolvimento saudável, entre eles o preconceito, despreparo dos docentes e a influência do ambiente sobre os alunos.
Atualmente ainda encontramos instituições de ensino no Brasil que apesar da visível e urgente  necessidade de abordarem o tema da sexualidadeno seu contexto escolar não se comprometem, não importam-se e/ou não se sentem capacitadas ou a vontade para desenvolver este tema de forma aberta e que os alunos possam compreendê-lo de forma clara.
O papel das escolas na construção da sexualidade dos alunos
A sexualidade ao longo da história foi um tema tido como tabu. Formas de controle foram criadas para impedir que este assunto circulasseno meio social e principalmente nas escolas. As conversas dos adolescentes nas escolas, por exemplo introduzem a sexualidade como um tema muito comentado, os movimentos GLBTs estão na luta pela igualdade social e pela abordagem do tema nas escolas. Entretanto, apesar das constantes emergências sobre o assunto ainda é abordado como “cuidadoso” e “perigoso” e a sua introdução na escola está ficandomais evidente do que nunca.
Segundo Louro (1998) a sexualidade e o gênero estão ganhando maiores patamares nos centros dos discursos; estão causando ruídos, barulhos, deixando o silêncio de lado.
Para determinar o certo e o errado, o normal e o anormal, algumas autoridades ditam qual a escolha sexual correta, assim as demais escolhas ficam com a fama de “fora do comum”, “anormais”.
Silva(2002) e Louro (1998) argumentam também que a nossa identidade sexual não pode ser reduzida a biologia. Ela é uma construção histórica e social.
[...] “A teoria feminista argumentava não apenas que nossa identidade como homem ou como mulher não podia ser reduzida à biologia, que tinha uma importante dimensão cultural e social, ma que as próprias concepções do que era considerado puramente biológico,físico ou corporal estavam sujeitas a um processo histórico de construção social”. [...] (SILVA, 2002, p.105).

[...] “É preciso admitir que a própria natureza é, também, uma construção histórica e social. [...] Na afirmação das identidades sexuais e de gênero, importam, sim, as características biológicas, mas, mais do que isso, importa o que se sente e o que se diz sobre “marcas naturais”. [...](LOURO, 2000, p.34).

A sexualidade tida como “normal” é a heterossexual e aqueles que fogem deste estereótipo (homossexuais, bissexuais e etc.) são tratados como diferentes. O preconceito e a homofobia são exemplos do tratamento diferenciado sofrido pelos homossexuais e demais identidades sexuais. Infelizmente, esses “privilégios” que só os “excêntricos” têm , são refletidos também noambiente escolar.
As escolas brasileiras sentem-se intimidadas a tratar o tema da sexualidade. A esfera que forma estas instituições (estudantes, professores, técnicos entre outros) ficam com medo de trabalhar o tema nas aulas ou em atividades extraclasse e fecham os olhos imaginando que todos vivem em um mundo onde não existem diferenças, onde todos possuem a mesma identidade a mesma escolha sexual....
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