Cultura sobre capitalismo

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  • Publicado : 26 de setembro de 2012
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Atividade: Produzir um texto da compreensão do processo de evolução do conceito de cultura ao longo do tempo e dissertar sobre a cultura dividida como reflexo da divisão socioeconômica produzida pelo capitalismo.

















































Inicialmente a cultura significava cultivo, cuidado. Seja com agricultura ou adorandoDeuses e o sagrado. Com o passar do tempo, seu significado foi se modificando, até que no século XVIII, a palavra cultura era relacionada ao conceito de civilização. Logo a cultura passou a ser vista como um conjunto de praticas (artes,ciências,técnicas,filosofia,ofícios) que permitiu avaliar e hierarquizar as sociedades. A cultura passou a ser sinônimo de progresso, uma civilização poderia seravaliada por sua cultura, conforme o pregresso que ela traga. Esse conceito de cultura reapareceu no final do século XIX, quando se constitui um ramo das ciências humanas, a antropologia ou estudo do homem. No início da constituição da antropologia, os antropólogos mantêm o vínculo entre o conceito de cultura e o de evolução. As sociedades passaram a ser avaliadas segundo a presença ou a ausência dealguns elementos que são próprios do Ocidente capitalista; e a ausência foi considerada sinal de falta de cultura ou de uma cultura pouco evoluída. Que elementos eram esses? O Estado, o mercado e a escrita. Em seguida, todas as sociedades que desenvolvessem formas de troca, comunicação e poder diferentes do mercado, da escrita e do Estado ocidentais foram nomeadas como "primitivas". Apenas nasegunda metade do século XX os antropólogos abandonaram essa perspectiva, iniciando-se à antropologia social e à antropologia política, sendo que cada cultura é vista como singularidade, uma individualidade própria, dotada de uma estrutura especifica. Nesse momento o termo cultura ganha uma abrangência que não possuía antes, passando a significar o campo das formas simbólicas. A partir desta idéia quejá havia sido desenvolvida pelo pensamento alemão do século XIX, a cultura passa a ser entendida como criação coletiva da linguagem, da religião, dos instrumentos de trabalho, das formas de habitação, vestuário e culinária, da manifestação do lazer, da música, da dança , da pintura e da escultura, dos valores e das regras de conduta, dos sistemas de relações sociais, particular- mente ossistemas de parentesco e as relações de poder. A partir de então, a cultura é compreendida como o campo no qual uma comunidade institui as relações entre seus membros e com a natureza, conferindo-lhes sentido ao elaborar símbolos e signos, práticas e valores, ao definir para si própria o possível e o impossível, a linha do tempo (passado, presente e futuro), as distinções no interior do espaço, overdadeiro e o falso, o belo e o feio, o justo e o injusto, o permitido e o proibido, a relação com o visível e o invisível, com o sagrado e o profano, a guerra e a paz, a vida e a morte. Contudo, essa abrangência da cultura como campo das formas simbólicas, produzidas em condições históricas determinadas esbarra em uma dificuldade, qual seja, a diferença entre comunidade e sociedade. A comunidade épercebida por seus membros como natural (sua origem é a família biológica) ou ordenada por uma divindade (como na Bíblia), mas a sociedade impõe a exigência de que seja explicada a origem do próprio social. Essa exigência conduz à invenção da idéia de pacto social ou de contrato social firmado entre os indivíduos, instituindo a sociedade. A segunda marca, aquilo que propriamente faz que ela sejasociedade, é a divisão interna. Diante de uma sociedade dividida por classes era impossível manter o conceito tão generoso e tão abrangente de cultura como expressão da comunidade indivisa, proposto pela antropologia, pois a sociedade de classes institui a divisão cultural. Esta recebe nomes variados: pode-se falar em cultura dominada e cultura dominante, cultura opressora e cultura oprimida,...
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