Crescimento economico brasileiro

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Crescimento econômico brasileiro

Nunca se lucrou tanto no Brasil como em 2010 e 2011. A constatação vem dos próprios balanços financeiros das empresas brasileiras de capital aberto. No primeiro semestre, onze das quinze maiores por ordem de lucro batem seu próprio recorde para os seis primeiros meses de um ano (veja quadro). É o caso da Petrobrás, que está no topo da lista, e lucrou 15,9bilhões de reais – aumento de 9,1% em relação ao mesmo período de 2009. O Itaú Unibanco registrou um crescimento ainda mais surpreendente, de quase 40% sobre o resultado do 1º semestre do ano anterior, chegando à marca de 6,4 bilhões de reais.
As explicações para tanta bonança? O fim da crise e, principalmente, a explosão do consumo doméstico nos últimos 18 meses. Resume o economista Fernando Exel,presidente da Economatica: “Como o mercado brasileiro quase não foi prejudicado pela crise de 2008, os setores que atendem o consumo interno dispararam – e os primeiros a se beneficiar foram os bancos.” As empresas que realizavam grandes negócios de exportação, por sua vez, foram duramente impactadas, haja vista que a demanda internacional despencou. Estas ainda não recuperaram do período de vacasmagras.
Não é a primeira vez que o Brasil tem resultados financeiros tão positivos. Desde 2002, com a aceleração do crescimento dos países emergentes, principalmente China e Índia, os ventos ficaram muito favoráveis à economia brasileira. A forte demanda desses mercados por matérias-primas nacionais fez o preço das commodities – como soja, papel e minério de ferro – mudar de patamar. A saca desoja, por exemplo, passou de quinze reais em dezembro de 2001 para quase 60 reais em abril de 2008. Por causa da ampliação do volume de compra dos estrangeiros, algumas empresas brasileiras passaram a direcionar até 90% de sua produção ao mercado externo.
Depois da crise financeira internacional de 2008, contudo, a curva ‘mercado interno x externo’ se inverteu. Com o aumento de renda – e de consumo –dos brasileiros, o mercado doméstico tornou-se mais importante para muitas empresas. “As companhias que só vendiam para os estrangeiros estão correndo para recuperar o tempo perdido. Agora, o mercado inseguro é o externo”, diz Alex Agostini, economista-chefe da Austin Rating.
A tendência para os próximos anos, segundo os analistas, é que as empresas passem a atender a indústria doméstica e ainternacional de maneira equilibrada. Por ora, enquanto o consumo no país estiver crescendo de forma tão agressiva, a expectativa é que bancos, empresas de energia, telefonia e varejo continuarão a registrar lucros recordes.

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Desemprego
A taxa de desemprego no país recuou 0,5 ponto porcentual em junho e ficou em 7%, segundo dados divulgados nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro deGeografia e Estatística (IBGE). Trata-se da menor taxa para meses de junho em toda a série da pesquisa, iniciada em março de 2002, e do segundo melhor resultado da série, perdendo apenas para os 6,8% registrados em dezembro de 2009.
Em relação ao mesmo período do ano passado, a queda foi de 1,1 ponto porcentual. O resultado ficou no piso do intervalo das estimativas dos analistas, que iam de 7% a7,8%, e abaixo da mediana, de 7,25%. O total de brasileiros desempregados ficou em 1,6 milhão no mês passado, segundo o IBGE. O número representa um recuo de 6,6% em relação a meio – são 117.000 pessoas a menos em busca de trabalho.
De acordo com o IBGE, o rendimento médio real (descontada a inflação) dos trabalhadores registrou alta de 0,5% em junho ante maio, ficando em 1.423 reais, e aumentode 3,4% na comparação com junho do ano passado. No primeiro semestre de 2010, a média da taxa de desemprego foi estimada em 7,3%, registrando decréscimo de 1,3 ponto percentual em comparação com o primeiro semestre do ano passado (8,6%).
Produção industrial
A produção industrial avançou 0,4% em julho em relação ao mês anterior (na série livre de influências sazonais), revertendo três meses...
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