Continuem bobos - steve jobs

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  • Publicado : 5 de abril de 2012
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CONTINUEM BOBOS
Tradução de AUGUSTO CALH

Steve Jobs morreu na quarta feira da semana passada. De lá pra cá, tudo o que havia para ser falado ou escrito sobre seu impacto no mundo hoje já foi publicado. É impossível evitar a repetição. Mas o LINK não pode deixar de escolher o que quer dizer sobre o cara que moldou parte do mundo que cobrimos todos os dias. Você provavelmente já viu, ouviu oleu isso. Mas de tudo o que foi dito sobre Steve Jobs, o que queremos dizer sobre ele é o que ele disse de si mesmo.

Em 2005, Jobs foi convidado para ser o paraninfo da turma de formandos da Universidade de Stanford, na Califórnia. Na época, Jobs estava no fim do processo de recuperação de uma cirurgia que retirou um tumor de seu pâncreas. Ele falou durante oito minutos para um estádio cheio deestudantes.

Eis o discurso de 8 minutos

1.
A primeira história é a respeito de ligar os pontos. Desisti de cursar a Universidade Reed depois dos primeiros seis meses de aula, mas continuei a freqüentar o campus como ouvinte por mais de 18 meses antes de desistir de vez.
Porque eu larguei a faculdade? Tudo começou antes de eu nascer. Minha mãe biológica era uma mulher jovem esolteira que tinha se formado na faculdade e decidiu me entregar à adoção. Ela fazia questão que eu fosse adotado por um casal formado no ensino superior e, por isso, tudo foi arranjado para que eu fosse adotado logo ao nascer por um advogado e a mulher dele.
Mas, quando nasci, o casal decidiu que na verdade o que queriam era uma filha. Assim, meus pais, que estavam na lista de espera,receberam um telefonema no meio da madrugada perguntando: “Temos um inesperado bebë menino, vocês o querem?” Eles responderam: “É claro”.
Posteriormente, minha mãe biológica descobriu que minha mãe nunca tinha se formado na faculdade e que meu pai não concluiu o ensino médio. Ela se recusou a assinar os documentos finais da adoção e só mudou de idéia alguns meses depois, quando meus paisprometeram que um dia eu iria à universidade. Bem, 17 anos mais tarde, eu fui para a universidade. Mas, ingenuamente, escolhi uma universidade quase tão cara quanto Stanford, e toda a poupança dos meus pais, de classe trabalhadora, estava sendo gasta com o meu ensino superior. Depois de seis meses, não consegui enxergar o mérito daquilo. Eu não tinha idéia do que queria fazer da vida e não imaginava comoa universidade poderia me ajudar a descobrir a resposta. E ali estava eu, gastando todo o dinheiro que meus pais tinham poupado durante toda a vida. Decidi abandonar o curso e acreditar que tudo daria certo no fim.
Na época foi assustador, mas, em retrospecto, foi uma das melhores decisões que tomei. Assim que larguei a faculdade, não precisei mais freqüentar as aulas que não meinteressavam e pude ir como ouvinte às que pareciam ser mais interessantes.
Nem tudo foi romântico. Eu não tinha quarto no dormitório universitário e, por isso, dormia no chão dos quartos dos colegas. Recolhia garrafas de Coca-Cola para trocá-las por US$ 0,05 e ter dinheiro para comprar comida. Caminhava mais de 10 km aos domingos, de um extremo ao outro da cidade, para fazer a melhor refeição dasemana no templo Hare Krishna.
Eu amava isso. E percebi depois que boa parte daquilo com que me deparei ao seguir minha curiosidade e minha intuição consistiu em experiências de valor incalculável.
Eis um exemplo do que queria dizer: naquela época, a Universidade Reed oferecia provavelmente a melhor instrução caligráfica de todo o país. Por todo o campus, cada cartaz e cada etiqueta decada gaveta eram maravilhosamente escritos à mão. Por ter virado um desistente que não precisava mais assistir às aulas normais, decidi participar das aulas de caligrafia.
Descobri muito a respeito de fontes serifadas e sans-serif, de variações no espaçamento de diferentes combinações de letras, de características que mais chamam a atenção naquilo que á de melhor na tipografia. Era um...
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