Contabilidade versus fluxo de caixa

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  • Publicado : 18 de outubro de 2012
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Pontifícia Universidade Católica de Campinas Campus II
Cristiano marques RA 12280749

















Resumo
Contabilidade versus fluxo de caixa




















Campinas
2012
Contabilidade Versus Fluxo De Caixa


Introdução

Atualmente muito se tem escrito e falado a respeito da “superioridade” do fluxo de caixa em relação à demonstraçãode resultado, e até da maior utilidade do regime de caixa sobre o de competência.





As Demonstrações contábeis e o fluxo de caixa

A relação entre contabilidade e fluxo de caixa não é como muitos pensam, uma alternativa; ambas possuem uma ligação de dependência.
Talvez a maior falha venha da nossa parte, contadores, quando não mostramos aos usuários a conexão intima existente entreelas.
O balanço e a Demonstração do resultado, se feitas cem por cento pelo custo histórico e sem sofrerem inflação, é a distribuição lógica e racional em todo o tempo de fluxo de caixa da empresa. Precisamos evidenciar que o balanço inteiro, sem exceção, possui ligação com o fluxo de caixa.
A demonstração possui receitas que serão recebidas e despesas que serão pagas, o lucro obrigatoriamentepassa pelo caixa da empresa.
Qual é então a diferença entre a Demonstração de resultado e o Fluxo de Caixa?Como ambos os fluxos financeiros não acontecem simultaneamente. Daí terem criado o Regime de competência em que se tem a junção e a confrontação entre os fluxos de entrada e saída e o seu respectivo saldo.



Problemas Especiais

A Depreciação

Um ponto de muita dificuldade é orelativo às depreciações, amortizações e exaustões.
Uma depreciação nada mais é do que a alocação de um pedaço do caixa desembolsado na aquisição de um imobilizado. É enorme a probabilidade de a diferença temporal entre o reconhecimento desse encargo e o respectivo reflexo financeiro serem grande.
Assim, é absolutamente errônea a ideia de que a depreciação, a amortização ou a exaustão nada tenhama ver com reflexo financeiro. Existe, isso sim, uma relação direta com o caixa, só que normalmente a relação não é com o caixa do mesmo período.
Portanto, a soma das depreciações acumuladas com os lucros ou prejuízos nas vendas, é o exato valor do sacrifico sentido “na boca do caixa” com relação ao ativo em questão. Só que com o regime de competência, haverá a saída pela aquisição em um períodoe a entrada, vários períodos depois.





As Provisões Para Perda

Já falamos no reflexo financeiro da figura do lucro bruto. Mas, na dúvida quanto ao efetivo recebimento das vendas efetuadas, reconhecemos contabilmente a provisão respectiva, numa evidência adicional do relacionamento da Contabilidade e o Caixa. Ao registrarmos a provisão já consideramos a parcela que se espera não seráefetivamente recebida. Todas as provisões têm a ver com o Fluxo de Caixa! E se as estimativas dessas perdas econômicas e financeiras não se confirmarem, revertemos às provisões, de certa forma consertando a previsão que não se confirmou: ou, se necessário complementamos, mas sempre conscientes de que elas têm tudo a ver com o Fluxo de
Caixa. Só que nossa responsabilidade e exatamente a de prever,prevenir e informar sobre esses reflexos, independentemente de o caixa já estar sentindo as conseqüências ou não.



A Equivalência Patrimonial

Mais complicado que a depreciação é a receita ou a despesa de equivalência patrimonial. Também tem a ver com o caixa, só que de novo o problema reside na diferença temporal possivelmente muito grande entre a realidade econômica e o reflexofinanceiro.
Separamos contabilmente o dinheiro agora recebido: parte é recuperação do dinheiro originalmente aplicado, parte é recebimento de lucro já contabilizado anteriormente. E a parte final é o recebimento de outro ganho ainda não registrado anteriormente. Assim, o registro do lucro na venda e o complemento econômico e financeiro da história completa do investimento. Se, por outro...
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