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Situação sobre a PARMALAT
A Câmara de Comércio Goiás/Itália, foi solicitada por uma Cooperativa de produtores de leite de Goiás, para informar quais as possibilidades na Itália de soluções para superar o impasse que vem ocorrendo com as unidades de produção da Parmalat nesse Estado, e esta efetuou uma análise e preparou um prospeto, que indica a situação atual da Parmalat S.p.A. referente aoBrasil. No inicio de 2004, um tribunal italiano declara estado de insolvência da Parmalat S.P.A., holding e matriz de 29 empresas alimentares que produzem cerca de 71 marcas diversas nos setores: leite e derivados, produtos de forno, sorvetes, água e bebidas de frutas (sucos) e soja. Vem nomeado Enrico Bondi comissário extraordinário da empresa. Além das 29 empresas alimentares, existem numerosasoutras sociedades financeiras (notas ou não) que controlam a holding. Sobre o escândalo Parmalat, fazem investigações, as Procuradoria da República de Milão e Parma. Em Goiás a Parmalat Brazil S.A. Indústria De Alimentos possui a unidade produtiva situada na cidade de Santa Helena, tal unidade pode trabalhar 1,2 milhões de litros/dia, produzindo leite de longa vida e leite em pó. Cerca 9.000produtores de Goiás fornecem 900.000 litros/dia de leite para a empresa (15% dos criadores do Estado). A produção goiana de leite é de 2,4 bilhões de litros/ano; desse total, a Parmalat adquiria 15,7%, ou seja, 384 milhões de litros anuais. Em Santa Helena, dos 164 trabalhadores, foram suspensos 120 deles. Ainda em 10.01.2004, a CBN Anhanguera declarava que “ crise da Parmalat teve pouco reflexo em AGoiás, em comparação a outras estados, como Rio de Janeiro e Pernambuco” . Em Goiás, na data de 12.01.04, se inicia a tomar conhecimento do desastre econômico que aparentemente se demonstra, mas, procura-se tentar resolver o problema. A Cooperativa dos Produtores Rurais de Quirinópolis e Região, em troca de fornecimento de leite do ultimo trimestre 2003, recebe da Parmalat 20 toneladas de leite em pó,(equivalente a 120 mil R$); já em dezembro tinha outras 42 toneladas de leite em pó (por um total de 377.000 R$). Os produtores de leite aceitam tal tipo de remuneração enquanto, mal aconselhados, crêem de poder vender o leite em pó nos Países Árabes. Nasce ao invés, problema de armazenamento e da conservação do mesmo produto (2.480 sacos de 25 Kg). Os débitos da Parmalat referindo-se aosprodutores goianos, em janeiro, amontoam em [milhares de R$]: 616 verso a Centroleite; 318 verso a Complem de Morrinhos; 97 com a Cooperativa de Palmeiras de Goiás, 377 com a Cooperativa de Produtores de Leite de Quirinópolis (Cooperlac) [esta última paga com 62 toneladas de leite em pó]. Assim sendo, a CCGI que é o único contato permanente entre o Estado de Goiás e a Itália, e em consideração que oobjetivo estatutário da Câmara é o desenvolvimento de Goiás, a mesma, propôs ao Presidente da FAEG o próprio interesse, sem algum ônus para a Federação, assim como, para os produtores, para contatar na Itália o administrador da Parmalat S.p.A. –Enrico Bondi –para a cessão da fábrica de Santa Helena para os produtores de leite de Goiás. A FAEG não deu nenhum retorno. As associações dos produtores deleite de Goiás, nesse momento, nutrem muita esperança e baseiam suas expectativas, no encontro dessas autoridades com o Presidente da Parmalat Brasil –Ricardo Gonçalves – sem observar, no entanto, que esse dirigente não possui mais nenhuma autoridade de , decisão, enquanto, está aguardando que chegue o aviso para entregar o cargo. O encontro foi em 22.01.04 e, termina somente em conversas. O ministrodo Desenvolvimento Agrário Miguel Rossetto, tem uma reunião no dia 03.02.04, com representantes da Parmalat, na Itália. O encontro é realizado no Consulado Geral do Brasil em Milão. O comissário Enrico Bondi não exclui a possibilidade de refinanciar as unidades produtivas no Brasil, se o governo brasileiro der garantia, que tais capital, não venham a ser seqüestrados para pagar os credores no...
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