Consumismo.

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O mundo do Espetáculo

“A sociedade capitalista se apresenta como a sociedade do espetáculo. Importa mais do que tudo a imagem, a aparência, a exibição. A ostentação do consumo vale mais que o próprio consumo. A aparência se opõe à existência. Parecer é mais importante que ser”. (JACOB GORENDER).
O Homem Virtual
Com o avanço da globalização percebemos que o resultado principal, desteprocesso, é a concentração de mercado, derivando, daí a suas consequências e influenciando, diretamente, as relações sociais, expressões culturais e, ainda, provocando choques nas relações humanas que ainda nem foram detectadas por especialistas sociais. Todavia, essa concentração de mercado acaba moldando este(s) individuo(s) há uma padronização psicossocial, no que se refere às relações humanas seria,este, um dos resultados ideológicos do processo da globalização em nível mundial. Outro fenômeno do processo globalizador é a introdução do pensamento do “comprar-gastar” sem culpa, o consumismo faz parte das nossas vidas e o incentivo à esta pratica cada vez é mais estimulada seja pelo Estado, com investimentos na linhas fiscais, a própria especulação financeira e a nova dinâmica do Capital.“[...] no processo da globalização em sociedades subdesenvolvidas, em que a riqueza e a miséria convivem: o consumismo foi absorvido e absolvido”. (CHIAVENATO, p.64,2004).
Para chegarmos à tamanha “avanço societário” percebemos que a globalização foi um processo gradual, um processo decorrente de um processo histórico, social e econômico- os fins das ideologias liquidaram com todas as utopias e sonhos,colocariam, por fim uma tentativa de solidariedade para com os pobres. Um exemplo de uma prática como está é abordada no livro de CHIAVENATO:
“Até a metade da década de 1960, os nordestinos inspiravam a solidariedade e “pena” dos paulistas, que pretendiam acabar com a miséria no nordeste. [...]. Hoje, os nordestinos inspiram desprezo, preconceito ou indiferença da grande maioria dos paulistas”.(CHIAVENATO, p.65, 2004).
O que podemos perceber, claramente, é que hoje em dia a solidariedade para com os pobres está fluída, fragmentada e quase inexistente- característica do processo de padronização psicossocial do individuo(s). Os movimentos sociais foram abocanhados com os ideais da globalização, o governo cada vez mais trouxe para dentro do governo os movimentos, fomentando, a apatia dosmovimentos sociais. Graças a esta característica, única, a padronização psicossocial favoreceu/favorece a “sensação” de que todos/as possuem direitos a tudo e em um só mundo, mas isso seria uma contradição lógica, se percebemos que cada vez mais esse processo “quanto mais restringe o universo particular das pessoas, mais as convence de que elas estão ‘participando’ do mundo real”. (CHIAVENATO,p.65, 2004). Para estimular e prolongar esse ideal- de participação coletiva-, é preciso criar um mundo e para isto se cria um mundo virtual, onde, se confirmarem-se os consumidores que se iludem com esse “ideal” e que são movidos com os aparatos da modernidade, na verdade, seus mecanismos de alienação política. Os maiores exemplos destas ilusões são o automóvel e computador, com o automóvel esteindividuo se acha livre, rápido, comprando sua BMW que pode alcançar 100 km em um segundo, mas quando é colocado em prática- no transito de São Paulo, por exemplo- se ver preso dentro do seu mecanismo que poderia lhe permitir um mundo particular; o computador propicia um mundo inteiro ao seu modo de ver- as redes sociais- onde esse individuo se torna o centro das atenções, e onde este mundo gira asua particularidade, mas claro que isso tudo só é possível em mundo virtual, em uma internet mais cara do mundo e o serviço mais precarizado, então: “[...] a realidade do país do terceiro-mundista anula a sua modernidade”. (CHIAVENATO, p.65, 2004).
É muito fácil se deixar levar e se sentir livre com o computador, estando em Campina Grande e acessando um site, um blog de Nova York, se sente...
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