Conclusao: o corpo, a igreja e o pecado

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  • Publicado : 25 de junho de 2012
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Trabalho apresentado à professora Lenize Boas como requisito avaliativo parcial da disciplina de História do Brasil Colônia II do 3º período do curso de História da Universidade Estadual de Montes Claros/ UNIMONTES



São Francisco/ MG. 2012
O CORPO, A IGREJA E O PECADO relatam como era o cotidiano das pessoas que viviam aqui no Brasil, a forma de relacionamento destes e o conceito depecado. Em terras brasileiras, os colonos tiveram de lutar, durante quase três séculos, contra o provisório, ou seja, as pessoas que habitavam o Brasil viviam em condições precárias em todos os sentidos a começar pela moradia que tinham apenas meias paredes e com poucas divisões interna. Assim, a noção de privacidade era praticamente inexistente entre os colonos. A vida cotidiana daquela época eraregulada por leis imperativas. Fazer sexo, andar nu ou ter relações eróticas eram praticas que correspondiam a ritos estabelecidos pelo grupo no qual estava inserido.
NO INICIO, ERA PARAÍSO. Os portugueses ao desembarcarem na então chamada Terra de Santa Cruz ficaram impressionados com tamanha beleza das índias, eram pardas, gordas, inocente, andavam nuas e por isso não tinham vergonha, até suas“vergonhas depiladas” remetiam a uma imagem sem sensualidade, uma vez que as partes cabeludas era o maior sinal de erotismo feminino.Entretanto, desde o início da colonização os portugueses foram contra a nudez dos índios, os jesuítas pediam que mandassem roupas para vestir as crianças que freqüentavam a escola, estes justificavam que vestindo os índios, os afastariam do mal e do pecado. Na idade médiahavia uma diferença entre nudez e nu. A nudez se tratava daqueles que rejeitavam suas roupas, enquanto o nu se referia a um corpo seguro de si mesmo. Na época os seios era a parte menos eróticas do corpo feminino, sua única função era de produzir alimento.
E DEPOIS, O INFERNO... Os europeus que compartilhavam de uma cultura recatada consideravam os índios, ou melhor, “os selvagens” sem a unçãoda graça divina, mas, mesmo na Europa havia diferenças de pudor de sentimentos e pudor corporal entre as classes ou entre homens ou mulheres. O banho por exemplo. Os índios demonstram sua higiene, pois banhavam todos os dias nos rios, homens e mulheres juntos. Enquanto na Europa havia perseguições da igreja que proibiam de nadar nus
O CHEIRO DO PRAZER. Os hábitos de higiene entre os europeuspraticamente não existia, a sujeira esteve presente durante séculos. Os rostos, mãos, braços, peitos, pernas eram muitos expostos de ambos os sexos, mas raramente eram lavados. Os talcos perfumados, e outros pós composto de flor de laranjeira e canela cobriam as partes intimas. O odor forte, considerado um arcaísmo, se tornou coisas de roceiras e prostitutas velhas.
DEITAR ONDE? As casas do períodocolonial eram muito mal organizadas, em seu interior contava com pouca repartição e essas raramente eram limpas. Os detritos só eram removidos uma vez por semana, os penicos estavam em toda parte e seu conteúdo sempre fresco, era jogado nas ruas e praias. Nas classes populares, a privacidade era um luxo que ninguém tinha, dormia-se em redes e os cômodos serviam para tudo: receber visitas, cozinhar,dormir. Aqui,os limites para suportar o mau cheiro corporal não só ficavam evidentes no cotidiano, como eram tolerados, o tímido desgosto frente à nudez e ao mau cheiro reforçava, contudo, as normas culturais do início dos tempos modernos. Os maus modos também começaram a ser notados, defecar e urinar em público expondo as partes intima, chocava. Se a intimidade não era regra para todos, cobrir osexo era lei.
ONDE SE ESCONDE O DESEJO. O desejo está escondido na imaginação do homem, a curiosidade pelo que não são visíveis a seus olhos. A imaginação sente-se excitada quando a gente vê essas figuras semelhantes às freiras, envoltas totalmente num pano preto. O que mais se esconde mais se quer vê.
QUERIDA SERPENTE. Desejar ardentemente uma mulher trazia riscos. Acreditava-se que o...
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