Compreender hegel

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  • Publicado : 11 de setembro de 2012
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George Wilhelm Friedrick Hegel nasceu em Stuttgart, Alemanha em 1770, aos 18 anos começou cursar teologia para se tornar pastor.
1801: tornou-se professor de Filosofia na Universidade de Jena, onde defendeu tese sobre Órbitas do Planeta.
1807: publicou a Fenomelogia do Espírito.
1817: publicou a Enciclopédia das ciências filosóficas, onde despontam partes básicas de seu sistema: Lógica,Filosofia da Natureza e Filosofia do Espírito.
1818: foi professor na Universidade de Berlim, posteriormente tornando-se reitor.
1829: publicou Filosofia do Direito.
1831: morreu vítima de cólera.
Em cada particular Hegel buscava o Universal, abordando estética, religião, história, direito, política e ciências naturais. Ele quis ser enciclopédico, unificando num sistema seu, o saber de todo o seutempo, assim fez surgir uma visão do “todo” a partir de um denominador comum: a Ideia.
Natureza e História são momentos da realização de um Espírito através dos quais ele toma consciência de si. Esses momentos são orientados por uma lei universal: a dialética.
Hegel é o pensador mais afluente do pensamento maxista, não voltada para o Idealismo, mas para as realidades concretas e sociais. Ele é umdos pensadores mais sutis e abstratos.
Antes de entrar na explicação de Hegel sobre o Universo, há uma questão preliminar; o que é mesmo “explicar” o Universo? Há duas respostas possíveis:
1) Explicar é dizer a “causa”. Realista.
2) Explicar é dizer a “razão”. Idealista.
Explicar o Universo não é dizer-lhes as causas:
Exemplo: Por que ocorre um terremoto? Por causa da constituiçãointerna do nosso planeta. Mas isso leva a outra questão: E por que nosso planeta hoje é assim? Imediatamente voltamos ao passado da Terra em busca de outros “porquês”. Assim cada causa leva a outra causa, adiando a explicação.
Outro exemplo:
O fogo é a causa do incêndio, mas não tem nenhum absurdo do oposto (um fogo que não queime). Seria a explicação causal, o fato do incêndio acontece semnecessidade de ocorrer.
Mas existe o absurdo do oposto que é quando 1 + 1 são 2. Que é uma explicação racional onde há uma necessidade lógica da razão.
Explicar o Universo é dizer-lhes a razão:
Para Hegel explicar é dar a razão!
A Razão é conceitual, abstrata e se refugia na mente e nos raciocínios, há quem a chame de via espiritualista. A razão é de onde toda realidade procede.
As Razão não éindividualizada como uma “coisa” (objeto) e sim abstrata e universal como a “equidistância” (de duas paralelas).
O que Hegel pretende é encontrar uma explicação coerente do Universo, através da Razão.
O que se quer é a racionalidade que está por trás dos fenômenos, das causas e efeitos que os explica. Se encontrarmos a racionalidade do Universo, teria sentido perguntar pela racionalidade daracionalidade? Não.
A palavra Universo se explica por si própria.
Exemplo: Quando alguma razão parece obscura e pede-se outra razão para se justificar, de raciocínio em raciocínio chagamos à evidência, e ela se explica e se justifica por si própria.
É difícil compreender o pensamento hegeliano neste particular antes de conhecer a Lógica de Hegel.
Hegel não foi o primeiro a explicar o Universo apartir da Ideia. Várias vezes na filosofia tentou-se afirmar que a Ideia de alguma maneira é anterior às coisas, como nos pensamentos de Platão e Kant:
Platão: as coisas não existem realmente como seres independentes, existem como as sombras. Assim o nosso mundo é sombra das verdadeiras realidades que estão no mundo das Ideias.
Exemplo: uma mesa neste mundo, não passa de uma sombra da ideia demesa que tem realidade no mundo das Ideias.
Kant: as categorias se resultam da experiência e são sensitivas “cor”, “odor”, “som”, etc (que seriam, universais sensoriais para Hegel). Mas categorias como “totalidade”, “unidade” e “pluralidade” são destituídas de sensibilidade (que seriam, puros universais para Hegel), não nascem com o resultado dos sentidos, sendo assim, anteriores a experiência....
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