Lep2012

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• De acordo com o comando a que cada um dos itens de 1 a 150 se refira, marque, na folha de respostas, para cada item: o campo designado com o código C, caso julgue o item CERTO; ou o campo designado com o código E, caso julgue o item ERRADO. A ausência de marcação ou a marcação de ambos os campos não serão apenadas, ou seja, não receberão pontuação negativa. Para asdevidas marcações, use a folha de rascunho e, posteriormente, a folha de respostas, único documento válido para a correção das suas provas. • Nos itens que avaliam Noções de Informática, a menos que seja explicitamente informado o contrário, considere que todos os programas mencionados estão em configuração-padrão, em português, que o mouse está configurado para pessoas destras e que expressõescomo clicar, clique simples e clique duplo referem-se a cliques com o botão esquerdo do mouse. Considere também que não há restrições de proteção, de funcionamento e de uso em relação aos programas, arquivos, diretórios e equipamentos mencionados.

CONHECIMENTOS BÁSICOS

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LEIO que, no Jardim Zoológico, há uma girafa, macho e triste, chamadaSantoro, que matou a companheira e, por sua vez, está morrendo de tristeza. Ao lado da notícia, uma foto do animal: o pescoço infinito ergue contra as nuvens do céu uma cabeça de fábula. É a própria imagem da solidão. Todo homem solitário é uma girafa. Perdoem se deliro, mas é. Como vêem, discordo de Kafka, que transformou um homem solitário em inseto. Há os que viram inseto, admito, mas há os queatravessam as ruas vertiginosamente sós, com a cabeça nas nuvens. Se ser solitário é ser girafa, o que não será uma girafa solitária? Consulto o fascinante livro M amíferos, editado pelo MEC, aprendo que, nas horas de aflição, as girafas gemem baixinho — é a sua fala. E, para confirmar minha intuição, leio que, por ter pescoço tão comprido, a girafa não consegue lamber o próprio corpo. É a companheiraquem faz esse serviço para ela. Quer dizer que uma girafa solitária não se basta, nem pra se coçar. A forma diz tudo. O pescoço a distancia de si mesma. E penso com mais pena ainda na girafa Inocêncio Santoro, só, no Jardim Zoológico, fitando por cima das árvores um horizonte sem esperanças...
Ferreira Gullar. A estranha vida banal. Rio de Janeiro: José Olympio, 1989, p. 81.

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A respeito das idéias e das estruturas morfossintáticas do texto acima, julgue os itens a seguir. 1 2 3 A frase “Todo homem solitário é uma girafa” ( R.7) tem sentido figurado. “Perdoem” ( R.7) e “vêem” ( R.8) são formas verbais que explicitam, no texto, a conexão entre narrador e leitor. Na linha 9, o substantivo “inseto” foi empregado em sentido genérico, podendo ser,portanto, substituído por insetos, sem que haja alteração de sentido original do texto. Na linha 16, a preposição “por” tem o mesmo sentido da locução apesar de; ambas estabelecem relação de contraste e oposição. O assunto do texto extrapola o fato ocorrido no zoológico, como já se observa no primeiro parágrafo, pelo emprego da expressão “cabeça de fábula” e da sentença “É a própria imagem dasolidão”. 7

Examinaremos o elo entre a idéia de sujeito e a idéia de liberdade. A liberdade supõe, ao mesmo tempo, a capacidade cerebral ou intelectual de conceber e fazer escolhas e a possibilidade de operar essas escolhas dentro do meio exterior. Sem dúvida, há casos em que se pode perder toda a liberdade exterior, estar em uma prisão, mas conservar a liberdade intelectual. O sujeito pode,eventualmente, dispor de liberdade e exercer liberdades. Mas existe toda uma parte do sujeito que não é apenas dependente, mas submissa. E, de resto, não sabemos realmente quando somos livres. Então, há um primeiro princípio de incerteza, que seria o seguinte: eu falo, mas, quando falo, quem fala? Sou “Eu” só quem fala? Será que, por intermédio do meu “eu”, é um “nós” que fala (a coletividade...
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