Coleta seletiva: desafios e oportunidade

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COLETA SELETIVA: DESAFIOS E OPORTUNIDADE

Antônio Rodrigues Nunes Junior, 11212503
Camila de Fátima Oliveira, 11211156;
Hanah Carla de Oliveira Lelis de Carvalho, 11211182;
Lilian Suellen Teixeira, 11211166;
Natália Soares Azevedo, 11020450.

1. INTRODUÇÃO
No mundo, a cada dia, fala-se mais sobre o aquecimento global e como podemos viver de forma sustentável. O usoconsciente da água, redução de produção de lixo, diminuição do desmatamento, uso de técnicas sustentáveis de construção civil, a reciclagem, entre outros, são exemplos utilizados para diminuir a poluição ambiental.
A coleta seletiva é definida como a etapa entre a separação de materiais e o processo industrial de reciclagem e também consiste na separação e recolhimento de materiais potencialmenterecicláveis como: papéis, plásticos, vidros, borracha, metais e biodegradáveis. Segundo Sabetai Calderoni (2006), a produção de vidro pela reciclagem reduz em cerca de 20% da poluição do ar e cerca de 50% na poluição das águas relacionadas à produção; uma lata de alumínio dá origem a outra economizando vinte horas de uma lâmpada de 100W acesa; reciclando dez toneladas de papel, evita-se o corte dedezessete árvores e economiza-se dez mil litros de água; cem toneladas de plástico reciclado economiza uma tonelada de petróleo e reduz dez mil toneladas de resíduos. O lixo incinerado pode gerar um emprego, se aterrado, cerca de seis empregos e na reciclagem pode gerar mais de trinta e seis empregos.
2. DESENVOLVIMENTO
O tempo de decomposição de uma lata de metal são cinco anos; de uma lata dealumínio, mais de cem anos; o papel gasta em torno de três meses; vidro, cerca de quatro mil anos; plásticos gastam mais de cem anos e restos orgânicos, de um a dois anos.
Em países onde o transporte rodoviário predomina, o pneu é um elemento fundamental e insubstituível. Em 2011, segundo a Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos no Brasil (Anip-2011), o setor de pneumáticos produziu 66,9milhões de unidades de pneus para veículos de carga, caminhonete, automóvel e outros. Estão associadas à Anip 15 fábricas de pneus, com previsão de investir cerca de outros. Estão US$ 41 milhões na área de logística reversa: coletar e destinar adequadamente os pneus inservíveis.
O pneu é composto por borracha natural e borracha sintética, elaborada a partir do petróleo, além de negro fumo, aramede aço, tecido de nylon, óxido de zinco, enxofre e aditivos. Segundo a ANIP (2010), as quantidades de cada elemento na fabricação no pneu variam de acordo com o tipo de pneu a ser produzido. (SOUZA, 2011, p.6).

O pneu, quando abandonado em local impróprio, oferece risco à população e danos ao meio ambiente, pois sua degradação é lenta liberando substâncias tóxicas na atmosfera e favorecendo oaparecimento de criadouros de mosquitos transmissores de doenças. Há várias maneiras de reaproveitar os pneus e minimizar os transtornos gerados pelo descarte impróprio. Dentre elas, destaca-se a aplicação de pneumáticos como combustível alternativo nas indústrias de cimento, na fabricação de solados de sapato, em borrachas de vedação, dutos pluviais, pisos para quadras, pisos industriais,asfalto-borracha e tapetes para automóveis. Foram coletados cerca de 320 mil toneladas de pneus inservíveis, que equivale a 64 milhões de unidades de pneus de carros de passeio em 2011, segundo dados da Reciclanip (entidade da indústria nacional de pneumáticos que cuida da coleta de pneus que não servem mais para circulação ou remold).
A borracha dos pneus inservíveis é triturada e destinada àpavimentação de estradas, o farelo (pó) gerado pela recauchutagem e os restos de pneus moídos são misturados ao asfalto aumentando a elasticidade e durabilidade do pavimento, conhecido também como asfalto ecológico. Pneus inteiros agregados a plantas com raízes grandes podem ajudar na contenção de erosão do solo em encostas. Usado como combustível em fornos na produção de cimento, cal, papel e celulose,...
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