Coesao

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TEXTUALIDADE E COESÃO
Mecanismo de Coesão Textual
(Prof. Eduardo – Português Instrumental)


Um texto não é uma unidade construída por uma soma de sentenças, mas pelo encadeamento semântico delas, criando, assim uma trama semântica a que damos o nome de textualidade. O encadeamento semântico que produz a textualidade se chama coesão. Podemos definir, mais especificamente, a coesão,dizendo que se trata de uma maneira de recuperar, em uma sentença B, um tempo presente em uma sentença A.
Se perguntarmos por exemplo a um falante de português se duas sentenças como Pegue três maçãs, coloque-as sobre a mesa constituem um texto, sua resposta será afirmativa. Se lhe perguntarmos o motivo, dirá ele que ambas tratam da mesma coisa. Se lhe perguntarmos ainda se existe algo nasegunda sentença que a possa ligar a primeira, ele nos apontará o pronome as. De fato, o pronome as recupera semanticamente, na segunda sentença, o termo três maçãs.
Eis aí um exemplo de coesão textual, de textualidade.

Maior parte das pessoas constrói razoavelmente a textualidade na língua oral, mas, quando se trata de escrever um texto, as únicas palavras para coesão são mesmo e referido,produzindo seqüência do tipo:

(1) Pegue três maçãs. Coloque as mesmas sobre a mesa
(2) João Paulo II, esteve ontem, em Varsóvia. Na referida cidade, o mesmo disse que a Igreja continua a favor do celibato.

É muito fácil, entretanto, evitar este desagradável procedimento fazendo uso dos amplos recursos de que a língua dispõe para construir a textualidade. Trata-se dos mecanismos decoesão.
Para atender esses mecanismos, vejamos outras versões possíveis da seqüência (2).

(2a) João Paulo II esteve, ontem, em Varsóvia. Lá, ele disse que a igreja continua a favor do celibato.

Nessa versão, o termo Varsóvia está recuperado pelo advérbio lá e o termo João Paulo II, pelo pronome ele. Este processo de coesão se chama coesão por referência. As palavras responsáveis por essetipo de coesão são,como acabamos de ver, os pronomes, que podem ser pessoais (ele, ela, nós, o, a, lhe, etc.), possessivos (meu, teu, seu etc.), os advérbios de lugar e também os artigos definidos. Eu posso, por exemplo, repetir um substantivo já contido em uma sentença. A anterior, mas devo Marcá-lo, na sentença B, pelo artigo definido.

Vejamos os exemplos abaixo|:

(3) Pedi uma cerveja, Acerveja, entretanto, não veio gelada.
(4) Pedi uma cerveja. Uma cerveja, entretanto, não veio gelada.

A seqüência (3) é bem formada. Tem textualidade, coesão. O mesmo não acontece com (4), onde a pura repetição do termo da sentença anterior, sem o uso do artigo definido, faz com que haja uma ruptura no plano semântico.
Alternativa para fazer a coesão da seqüência (2) seria (2b) JoãoPaulo II esteve, ontem, em Varsóvia. Lá, disse que a Igreja continua a favor do Celibato.
Em (2b), João Paulo II se acha retomado na segunda sentença por ausência, ou seja, o leitor ao ler a segunda frase, se depara com o verbo disse e; para interpretar seu sujeito, tem que voltar a sentença anterior e descobrir que quem disse foi João Paulo II. Este processo de coesão tem o nome de elipse.Uma outra possibilidade seria utilizar palavras ou expressões sinônimas dos termos que deverão ser retomados em sentença subseqüentes. No caso em questão, podemos usa a palavra Papa, para retornar a João Paulo II, e a expressão capital da Polônia, para retomar Varsóvia, o que produziria uma seqüência como:
(2c) João Paulo II esteve, ontem, em Varsóvia. Na capital da polônia, o papa disseque a Igreja continua a favor do Celibato.

As palavras mais utilizadas neste processo de coesão, são os chamados sinônimos superordenados ou hiperônimos, ou seja, palavras que correspondem ao gênero do termo a ser retomado, em coesão.
Como exemplos de sinônimos superordenados podemos ter séries como:


Mesa....................................................móvel
Faca...
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