Cimbramento

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  • Publicado : 17 de maio de 2011
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1 HISTÓRICO

Os sistemas industrializados – fôrmas e cimbramento – recorrem em sua maioria ao aço e ao alumínio como arcabouço estrutural e às chapas compensadas da Finlândia, mais espessas e com revestimento de gramaturas não disponíveis no Brasil até há pouco tempo. O passaporte desses sistemas é a promessa de multiplicar por dez ou 20 vezes o reaproveitamento de fôrmas tido comousual nas obras brasileiras.
O incremento de reutilizações caminha em paralelo ao aumento de produtividade, mas os técnicos advertem: se não houver um consistente planejamento da obra, a economia pode ir pelos ares. Se a construtora contrata sistemas pré-fabricados de fôrmas, de qualquer tipo, mas não planeja o fluxo de materiais e as etapas seguintes, pode perder toda a economia obtidapela produtividade do equipamento, que, além disso, custa mais caro.

2 DEFINIÇÃO

Consiste no fornecimento e montagem de estruturas de sustentação das formas em obras em concreto armado. Estas estruturas são executadas com o objetivo de conter, provisoriamente, o peso próprio das formas e as cargas eventuais sobre as mesmas, durante e após a concretagem.
Taisestruturas são utilizadas em obras de infra-estrutura executadas em concreto armado como barragens, galerias, pontes, túneis, ETA’s e ETE’s, reservatórios enterrados e elevados etc.
Estes elementos normalmente dividem-se em:
- Suporte: escoras, torres, etc.,
- Trama: vigotas principais (conhecidas também como longarinas) e vigotas
secundárias - conhecidas também comobarrotes)
- Acessórios: peças que unem, posicionam e ajustam as anteriores.

3 Planejamento e projeto

A escolha do tipo de cimbramento e reescoramento mais adequados a um determinado projeto depende de uma série de variáveis que devem ser consideradas já na fase de planejamento da obra:

3.1 Projeto de Fôrmas

Fornece subsídios para a escolha do melhor sistema aomesmo tempo em que leva em conta o tipo de cimbramento. A paginação das chapas de lajes, por exemplo, leva em conta a posição das escoras, longarinas e barrotes e também do reescoramento

3.2 Projeto Estrutural

Fornece elementos tais como o volume e conseqüentemente peso das peças a serem concretadas. É fundamental que o Projetista Estrutural participe na análise das deformaçõesadmitidas e pontos de apoio descartando alternativas não compatíveis de cimbramento e reescoramento. Além disso, as exigências relativas ao acabamento da laje, se vai receber contrapiso ou não para seu nivelamento também devem ser consideradas.

3.3 Planejamento

Determina o ritmo de execução da estrutura, bem como a sequência dos trabalhos. Os sistemas considerados devem sercompatíveis com estas exigências, principalmente no que se refere aos equipamentos de movimentação necessários. O custo do
material (compra ou locação) não pode ser avaliado isoladamente. Esse será definido pela composição de materiais e horas trabalhadas para a montagem e desmontagem.

3.4 Custo

Além dos custos diretos na obra, devemos levar em conta os custos marginais, como: reposições,indenizações, valor residual no caso de compra, opção de compra x locação, manutenção, etc.

3.5 Durabilidade

Cada sistema, em função do(s) material(is) empregado e da tecnologia envolvida, está dimensionado para uma vida útil e número de utilizações. Isto deve ser levado em conta principalmente quando a opção for a compra do equipamento. Quando alugado, devemos nos certificar deque os equipamentos suportarão o uso, evitando interrupções não previstas para troca de peças.

3.6 Movimentação

Pensar na maneira de movimentar o cimbramento influência a sua escolha. Se a obra contará com grua, pode-se pensar em elementos mais pesados e paletizados. Já, se o transporte for manual, deve-se pensar em elementos mais leves.
3.7 Produtividade

Cada...
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