Ciclo do carbono

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  • Publicado : 4 de abril de 2013
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1. Introdução
A ranicultura é uma atividade agropecuária inserida na aquicultura e está em franca expansão, principalmente pelo pouco espaço que necessita para a sua implantação, podendo ser mantida por produtores rurais e urbanos que depuserem de pequenas áreas.
A Rana catesbeiana, conhecida como rã touro gigante é a principal espécie utilizada nos ranários brasileiros, é originária daAmérica do Norte e foi introduzida no Brasil na década de trinta para a criação intensiva sendo difundida em todo o país devido à facilidade de adaptação e a alta fertilidade. Os empreendedores observaram grandes possibilidades comerciais pelas qualidades nutricionais e o sabor delicado de sua carne.
2. Setores de criação
LABORATÓRIO DE REPRODUÇÃO
O Laboratório é o mais novo investimento na área detecnologia de reprodução. É constituído de compartimentos aclimatizados para a contenção de animais reprodutores onde são induzidos a reprodução através de hormônios gonadotrópicos.
O objetivo é a manipulação de desovas durante o ano todo, independente de entressafra. Neste sistema se consegue, de uma única fêmea, através da indução, até 6 desovas viáveis. Este método supera, em muito, oprocesso natural ( Setor de reprodução ), no qual se tem de 1 a 2 desovas por ano, somente durante o período quente ( de setembro a março).

SETOR DE REPRODUÇÃO
Apesar do laboratório de reprodução, é mantido um setor natural para reprodução ao acaso, sendo usado durante a época propícia ao acasalamento natural que vai de setembro a março. Este setor é utilizado exclusivamente visando a venda degirinos, por ser de custo mais acessivo.

SETOR DE GIRINAGEM
Possui mais de 100.000 litros distribuídos em 24 tanques de alvenaria de capacidades variadas em sistema fechado de recirculação de água, através de filtros biológicos individuais e abastecidos com ar bombeado por aeradores elétricos automatizados.
Possui também tanques de terra de 200 metros quadrados para desenvolvimento até o estagioG1, com circulação de água em sistema aberto.

SETOR DE IMAGOS
É constituído de baias especiais desenvolvidas em fibra de vidro onde os animais terminam sua metamorfose e iniciam sua alimentação com ração complementada por larvas. Após este período de sobrevivência eles são transferidos para baias em alvenaria para completar seu desenvolvimento até se tornarem rãs jovens.

SETOR DE ENGORDAÉ constituído de baias em alvenaria aonde a rã jovem chega a ponto de abate. Algumas baias são utilizadas para mantença de reprodutores visando a venda e manutenção do plantel do ranário.

SETOR DE PRODUÇÃO DE ALIMENTOS
Atualmente o que se tem com um melhor resultado para a sobrevivência de imagos pós-metamorfose é a colocação de alimento vivo com a ração.
Tentou-se vários métodos alternativospara se suprir este tipo de alimento vivo, porém, os resultados alcançados não superou o uso do alimento vivo na alimentação dos animais.
Sua criação é simples e higiênica, é utilizado farelo de trigo, ração de frango, leite em pó e água para o desenvolvimento e manutenção das colônias.
Em um metro cúbico de criatório, usando sistema de trilhos e tubos para o manejo, consegue-se uma produçãodiária de mais de um quilo de alimento vivo. Com esta quantidade diária pode ser mantido um ranário de capacidade comercial.




3. Industrialização
O Processo de Abate
O abatedouro de rãs é constituído essencialmente pelas áreas de: recepção (área suja); evisceração (área limpa); embalagem; congelamento, estocagem e expedição. Quando elabora outros produtos além da carne, possui também umasala de processamento. Pela legislação brasileira, a rã é conceituada como “pescado” e além de abatedouros exclusivos para rãs, existem plantas em operação atuando também com o abate e processamento de peixes, caracterizando-se como verdadeiros entrepostos de pescados.
Após um período de no mínimo 24 horas de jejum e dieta hídrica (para o esvaziamento intestinal e recuperação do estresse de...
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