Charge: soltando o verbo sem o verbo!

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Charge: Soltando o verbo sem o verbo!


Ludemberg Bezerra Gomes
Bacharelando em Arte e Mídia – UFCG
bega.gomes@gmail.com



RESUMO

É quase impossível não notar a abrangência da charge atualmente. O foco que a mídia lhe concede nos ajuda a perceber isto, contudo, não foi assim desde seu surgimento, durante a época ditatorial o chargista não passou por bons momentos. Temos aqui umestudo relacional da charge com a sociedade, no qual é expresso a tentativa de compreender a interferência dela no senso crítico da população. Utilizaremos como exemplo de justificação a Copa do Mundo de 2002, juntamente com um breve perfil do profissional Júlio César onde tentamos encontrar o pensamento social nas suas produções.


ABSTRACT

It is almost impossible not to notice theimportance of cartoons nowadays. The attention that media give help us to realize it. However, it was not like that since the beginning, during the Dictatorship Age the cartoonist did not past for good moments. Here we have a comparative study between cartoons and society, in witch it is expressed the tentative to understand its interference in population’s critical sense. It will be used a examplethe Word Cup 2002. In another topic it will de given a profile of the cartoonist Julio Cesar in which we will find the social thoughts according to his productions.






INTRODUÇÃO

Simplificar uma notícia para torná-la acessível a boa parte da população é, em muito complicado, tanto na escrita quanto na forma de passar a idéia. Partir do fato novo, sem nenhum campo de apoiorequer alto grau de eloqüência daquele que o transfere para palavras. O trabalho com suposições torna-se indispensável, ou seja, supor conhecimento prévio do leitor sobre o cenário político nacional atual ou, o conhecimento histórico de determinadas áreas mundiais. Vejamos a questão da Palestina, não seria possível elaborar uma crítica a qual tivesse, por exemplo, o comprometimento em mostrar a faltade escrúpulos israelense em relação aos palestinos, sabendo que o público não compreende os conflitos que lá existem.
[pic]

Sempre que lemos um jornal nos deparamos, comumente na página dois, com um desenho extremamente crítico, na maioria dos casos pobre de traços, e em algumas vezes, sem palavras, porém que nos transmite uma mensagem de cunho social de grande importância. Surgida em1885 nos Estados Unidos em um jornal local, a charge veio como uma proposta para aumentar o universo de leitores, os quais, não se faziam capazes de decodificar muito bem as informações escritas[1]. A idéia central da charge remete a vivências históricas nas quais a imagem comunica mais facilmente uma informação, tornando-a assim uma primitiva forma de leitura.

A expansão comunicativa dacharge vai muito além do papel de auxílio à leitura, com ela o uso das idéias implícitas encontrou lugar para se desenvolver, agora a política, e os políticos, a sociedade e a economia não mais seriam vistos da mesma forma. Hoje, ela é algo de grande relevância social fato esse que a levou às grandes mídias como a Internet e a Televisão. Em relação a charge animada, alguns dizem que eladescaracteriza o verdadeiro estilo do desenho, o qual é estático e seduz pelo impacto de uma única frase, outros apóiam por acreditar nos ideais pós-modernos de desprendimento do tradicional. “A charge tá definida daquela forma? Tá, mas isso não impede que você faça uma coisa nova...” diz Júlio César[2].


Além do que já foi dito, o profissional dessa área tem que compreender bem a dinâmica da redaçãode um jornal impresso, sabendo que a qualquer momento pode ser surpreendido com as notícias inesperadas “Às vezes você tem uma charge lá pronta mas, aconteceu um fato faltando 15 minutos ‘prás’ seis horas que... mudou completamente. Sua charge morreu! Aquele assunto vai ser o grande destaque do dia.” diz Júlio César.

Apesar de acompanhar os periódicos brasileiros (incluindo-se aí...
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