Cervejas Premium

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Macro Ambiente – Mercado Cerveja Premium

Variáveis Econômicas
Dados preliminares do Sistema de Controle de Produção de Bebidas (Sicobe), da Receita Federal, mostram que a produção de cerveja no País disparou para 1,193 bilhão de litros em março, alta de 23,4% ante os 967,398 milhões de litros fabricados no mesmo mês de 2013. Além de vendas mais aquecidas no período pelas altastemperaturas, o desempenho foi influenciado também pela realização do carnaval em março deste ano e pela renovação de estoques pós-evento. Na comparação com fevereiro, houve queda de 3,1%, já que o abastecimento para o carnaval deste ano aconteceu justamente em fevereiro.
No primeiro trimestre, a produção da bebida soma 3,719 bilhões de litros, 10,5% a mais do que os 3,365 bilhões de litros de janeiro amarço de 2013.
Em refrigerantes, o Sicobe aponta uma fabricação de 1,332 bilhão de litros em março, alta de 0,5% ante os 1,325 bilhão de litros do mesmo mês de 2013. Na comparação com fevereiro, houve aumento de 1% na produção de refrigerantes. No ano até março, a fabricação da bebida acumula alta de 2,3%, passando de 3,920 bilhões de litros para 4,011 bilhões de litros.
Nesta terça-feira, 01, ogoverno federal publicou em portaria no Diário Oficial da União o reajuste no redutor que define a tributação de IPI, PIS e Cofins para cervejas, refrescos, isotônicos e energéticos a partir desta terça. A medida estava prevista, pois o aumento que deveria ter sido implantado em outubro de 2013 tinha sido postergado para hoje, em atendimento ao pleito do setor, devido às vendas fracas no ano passado.Entretanto, havia uma expectativa de que o governo poderia adiar novamente, já que as variáveis macroeconômicas que impulsionam as vendas das bebidas não melhoraram desde então.





Variáveis Naturais
A nossa querida cerveja é feita, de acordo com a Lei de Pureza Alemã, com 95% de água, malte de cevada, lúpulo, planta trepadeira cujo cultivo se limita às zonas entre 35° e 55° de latitude(Europa e Oceania) e a levedura, responsável pela transformação dos açúcares do processo fermentativo em gás carbônico (CO2) e álcool.

Como todos esses ingredientes dependem da natureza, hoje há cientistas preocupados com a produção da bebida no futuro.

O padrão de temperatura e qualidade do lúpulo vem sendo medido por cientistas e a descoberta foi que, de 1954 a 2006, sua acidez diminuiu em0,06% ao ano. O problema é que para conseguir a característica delicada, ideal para a produção de cerveja, o lúpulo precisa conter por volta de 5% de acidez. Com essa diminuição drástica, associada ao aumento da temperatura na região onde há o cultivo desse tipo de lúpulo, é bem provável que num futuro próximo ele não possa ser mais usado para a fabricação de cerveja.

Outro ingredienteameaçado, segundo um estudo feito na Nova Zelândia, é a cevada que está tendo sua produção afetada devido às mudanças climáticas, o que acarretará no aumento do preço da bebida. O estudo mostra que o aquecimento global destruirá grande parte dos cultivos do cereal na Oceania. As áreas secas da Austrália e Nova Zelândia receberão cada vez menos precipitação, levando à redução da área plantada de cevada, oque poderá diminuir drasticamente a produção de cerveja nos próximos 30 anos.

A preocupação atual gira em torno do provável aumento de preço da bebida ainda para este ano, pois o mesmo está intimamente ligado ao preço das matérias-primas - de setembro a novembro de 2009, a cevada passou a custar 157,60 dólares por tonelada métrica. Outras matérias-primas que influenciam o preço desta bebida,como o trigo, o milho e o arroz têm tendência de subida para 2010, de acordo com estimativas da Bloomberg.
A gigante de bebidas Ambev avalia que não está exposta a problema da falta de água no curto prazo em função de alternativas de captação com as quais conta no Brasil. A companhia afirmou ainda nesta quarta-feira (19) que os baixos níveis de água do sistema Cantareira, em São Paulo, não...
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