Caso dos exploradores

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1. RESUMO DA OBRA
A obra O Caso dos Exploradores de Cavernas, do jurista Lon L. Fuller, professor de "Jurisprudence" da Harvard Law School, é uma historia que parece simples, mas acontece que, na realidade, é de conteúdo profundo, pois trata do que o homem é capaz quando pensa em sobreviver. Em síntese, essa minúscula obra, O Caso dos Exploradores de Cavernas, trata da história de quatroacusados que pertenciam a uma denominada sociedade que tinha como objetivo a exploração de cavernas.
Em um dia, os quatro, em companhia de outro associado, cujo nome era Roger Whetmore, foram numa caverna, em cuja entrada desmoronou e a única saída foi bloqueada. Como demoraram a voltar para suas casas, seus familiares comunicaram o ocorrido ao secretário da entidade que logo mobilizou uma equipe desocorro a fim de remover o obstáculo e libertá-los. Como a tarefa era muito complicada, foi necessário chamar outras forças de resgate Mesmo assim, só se conseguiu libertar os sobreviventes no trigésimo segundo. Os ditos exploradores levaram consigo um rádio capaz de transmitir e receber mensagens e escassa provisão, que logo foi consumida. Como a equipe de socorro também se utilizava de transmissorsemelhante, estabeleceu-se entre os internos e os externos a comunicação, isto a partir do vigésimo dia da ocorrência do citado desabamento. Os encavernados solicitaram ao chefe da equipe de resgate informação sobre o tempo necessário para a sua libertação, a resposta foi que seriam indispensáveis pelo menos 10 dias, se não ocorressem novos deslizamentos. Ao médico, integrante da equipe deresgate, depois de lhe relatarem as condições físicas e psicológicas em que se encontravam, bem como a ração que lhes restava, perguntaram-lhe se tinham eles possibilidade de sobreviverem por mais 10 dias, cuja resposta fora a de que a chance era ela muito reduzida. A partir daí a comunicação radiofônica fora, por 8:00 horas, interrompida. Quando restabelecida, Roger Whetmore, falando por si erepresentando os demais, perguntou ao médico se teriam eles possibilidade de sobreviverem por mais 10 dias, caso viessem a alimentar-se com carne de um dos confinados, cuja resposta foi afirmativa. Perguntou-lhe, a seguir, se seria aconselhável que tirassem a sorte para se estabelecer qual deles seria sacrificado para efeito de sobrevivência dos demais, sendo que todos os médicos presentes recusaram-se aresponder. Em seguida, perguntou Whetmore se, no acampamento, existia algum juiz ou qualquer outra autoridade que pudesse responder àquela pergunta, mas ninguém da missão de salvamento quis assumir o papel de conselheiro sobre o assunto. Depois, Whetmore, insistindo, quis saber se havia algum sacerdote que lhes pudesse responder, mas também ninguém quis responder. A partir desse momento,interrompeu-se, novamente, a comunicação radiofônica, os integrantes da equipe de resgate atribuíram ao descarrego das pilhas do rádio transmissor. No momento em que a equipe de resgate - isto já no trigésimo terceiro dia - conseguiu desobstruir os escombros e liberta-los , Roger Whetmore tinha sido eliminado e servido de alimento para os seus companheiros. Foi o próprio Roger quem teria, inicialmente,proposto que se sacrificasse um deles para servir de alimento para os demais, visto que seria este procedimento a única maneira possível de sobrevivência, o que se faria por sorteio de dados. Apesar de, em princípio, ter ocorrido hesitação por parte dos demais companheiros encavernados, acabaram estes, a final, concordando com a proposta. , Antes do início do sorteio, Roger, arrependido, declarou quedesistia da proposta, porquanto, a essa altura, entendia que deveriam aguardar mais uma semana antes de optarem por "expediente tão terrível e odioso". Por causa da mudança de Roger, os demais acusaram-no de violar o acordo firmado e passaram a proceder ao sorteio. Chegando a vez de Roger e se recusando ele a proceder ao sorteio, um dos encavernados o fez em seu lugar, pedindo-lhe, entretanto,...
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