Casa nobre

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A Casa Nobre em Braga

História da Arquitectura Moderna

no Mundo Português II

Mestrado – História da Arte Portuguesa

Docente: Joaquim Jaime Ferreira Alves
Discente: Maria de Jesus Cardoso Oliveira Martins

JUNHO / 2008

“Nunca vi torre tão bela, perdida nas águas e luzes, nos sonhos, tempos e medos.
Os escudos, as ameias, redondos dos pavilhões, claros, cinzentos seres queimóveis nos contemplam. E se eu vivesse ali? Se tivesse um bergantim?
Cheguei sem tempo e perdi muito aquele sonhar”.

Jacinto de Magalhães, Pássaro de Fogo

Índice


Introdução 4
Capítulo I 5
Casa Nobre 5
Capítulo II 18
A Arquitectura Civil em Braga no século XVIII. 18
Caracterização muito sumária da cidade de Braga no século XVIII. 18
Poder Religioso e Civil 18Palácio do Raio 20
Palácio Episcopal 27
Conclusão 32
Bibliografia 33


Introdução




No âmbito da avaliação da disciplina de História da Arquitectura Moderna no Mundo Português, do segundo semestre, do mestrado em História da Arte Portuguesa, foi-nos proposto a elaboração de um relatório com a respectiva apresentação deste, numa das aulas a combinar. O tema apresentado foi escolhidopor cada aluno individualmente, tendo de estar o tema enquadrado no programa da disciplina deste semestre.
O meu trabalho incidiu sobre a Casa Nobre. Foi-me proposto pelo professor a pesquisa na cidade de Braga. Escolhi dentro das possíveis casas nobres lá existentes, a Casa do Raio e o Palácio Episcopal, agora a actual Câmara Municipal de Braga.
Para a concretização do relatório que aquiapresento, comecei por procurar informação em bibliotecas, tanto na cidade do Porto, como em Braga. Depois de ler a diversa informação que recolhi, parti para o trabalho de campo. Foi muito interessante poder contactar com as obras que tinha estado a estudar.
Organizei este relatório em duas partes distintas, a que denominei capítulos. No primeiro capítulo, chamei a atenção para a Casa Nobre noséculo XVIII, com os seus vários exemplos. Este “estanque cronológico” não foi alietório, visto as casas que escolhi para estudar, serem do século XVIII.
No segundo capítulo, centrei o meu estudo nas casas nobres que propus apresentar: a Casa do Raio e o Palácio Episcopal.



Capítulo I



Casa Nobre


O século XVIII é, em Portugal, o século por excelência do barroco. O séculoanterior, embora geralmente incluído na designação mais lata de “época barroca”, é um século de transição em que a arquitectura se revela mais de acordo com o estilo maneirista. A renovação, porém, começa ainda no final do século XVII, durante o reinado de D. Pedro II, época em que se inicia em Lisboa a grande igreja octogonal de Santa Engrácia (1682), que, pela sua planta, pelo acentuado movimentoda sua massa arquitectónica, pelo jogo rítmico dos volumes e por algumas outras características, é já uma obra autenticamente barroca.
No que se refere à arquitectura civil, é no século XVIII que a casa nobre adquire uma expressão mais conforme às tendências do carácter português. Na verdade, são deste século as casas que mais usualmente identificamos como “casas característicamente portuguesas”.Não quer isto dizer que as outras casas – a casa-torre, a da época renascentista, etc – são menos legítimamente portuguesas.
Mas, através de um longo processo de evolução, é no século XVIII que encontramos os tipos mais acabados da casa nobre, e que resumem da forma mais notável tudo o que se tentara anteriormente. Em particular, a arquitectura setecentista do Norte do País é uma das maisoriginais contribuições portuguesas para o barroco europeu, e da sua projecção se pode avaliar se nos lembrarmos como se tornou extensiva ao Brasil. Entretanto, o apego a certas formas tradicionais e a preferência pela estabilidade estrutural de certo tipo de arquitectura que se cultivava desde a invasão renascentista do século XVI, explicam que não se tenham criado novos tipos de casas, antes se...
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