Cartografia

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A IMPORTÂNCIA DA CARTOGRAFIA E DOS S.I.G. EM GEOGRAFIA DA SAÚDE – O CASO DO ELECTROMAGNETISMO NO CONCELHO DE GUIMARÃES

Bruno Azevedo - brunoflipe12@yahoo.com ; Paula Cristina Remoaldo cris.remoaldo@gmail.com ;

Cartografia, S.I.G., Doença, Electromagnetismo.

O desenvolvimento da Ecologia da Doença, no seio da Geografia da Saúde, foi sempre sustentado por abundante cartografia, muitasvezes agregada em atlas a pequenas ou a grandes escalas, mostrando a variação dos fenómenos no tempo e no espaço. Uma das vertentes da Ecologia da Doença é a Cartografia Médica ou Cartografia das Doenças (Disease Mapping). Iniciada em finais do século XVIII, conseguiu manter a sua importância nas últimas décadas do século XX. O Reino Unido é um bom exemplo e Andrew Cliff e Peter Haggett são alguns dosautores mais importantes. A primeira tentativa de construção de um mapa de doenças realizou-se nos E.U.A. por médicos que cartografaram a residência de pessoas afectadas com o vírus da febre-amarela (Seaman, 1798). Foram também os médicos que descobriram a potencialidade dos mapas na identificação de alguns tipos de relações causais. No século XVIII surgiram os dot maps (mapas de pontos quemostravam o padrão da epidemia) sendo os mais famosos os de Seaman (Mapa de febre amarela num sector de Nova York, em 1798) e de Pascalis (idem, para outro sector de Nova York, no mesmo ano – Nogueira; Remoaldo, 2010). Em 1854, o médico John Snow, elaborou o que é considerado por vários autores o primeiro Sistema de Informação Geográfica (S.I.G.) em Geografia da Saúde. É um mapa que representa asmortes por cólera em cerca de seis quarteirões da cidade de Londres. Tratou-se de um surto violento marcado pela ocorrência de 500 mortes em apenas dez dias, tendo sido identificado um poço com água contaminada como a fonte da infecção da epidemia. Em Portugal, com o actual desenvolvimento dos S.I.G., com o armazenamento de maior informação e de dados em saúde, torna-se possível analisar com maispormenor a distribuição espacial dos fenómenos com maior incidência ao nível da morbilidade e da mortalidade. A cartografia e os S.I.G. são instrumentos valiosos para os estudos epidemiológicos, especialmente para estudos que pretendem aferir o impacto de algum agente com localização fixa no território, como é o caso das linhas de alta tensão e os seus possíveis impactos na saúde das populações quevivem nas suas proximidades. Convém elucidar que o espectro electromagnético compreende dois grandes grupos de radiação: as ionizantes e as não ionizantes. A investigação que nos encontramos a desenvolver

preocupa-se exclusivamente com um tipo de radiação não ionizante - as extremamente baixas frequências (E.B.F) - nas quais se inserem as linhas de transmissão de energia eléctrica ou de altatensão. Desde 1979 que começaram a surgir os primeiros estudos que relacionavam o aumento do número de casos de leucemia infantil e a proximidade a linhas de alta tensão. Mais tarde, é avaliado o aumento da incidência de outros cancros (tumores cerebrais e no sistema nervoso central) associado à proximidade de fontes de campos electromagnéticos, especialmente das linhas de alta tensão. Devido aoaumento da contestação pública, provocada por falta de informação sobre a influência dos campos electromagnéticos na saúde dos indivíduos, a O.M.S. viu-se obrigada, em 1996, a iniciar um projecto internacional. O Projecto Internacional dos Campos Electromagnéticos da O.M.S. tem como objectivo clarificar os efeitos dos campos electromagnéticos na saúde das populações. Contudo, as primeiras conclusões doprojecto não são conclusivas exigindo ainda mais investigação e um comportamento preventivo por parte dos indivíduos. Portugal tem seguido as instruções, os parâmetros e as directrizes sobre os limites à exposição adoptados e definidos por associações e organizações europeias especializadas na temática do electromagnetismo. Contudo, em Portugal, nunca foi elaborado um estudo epidemiológico com...
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