Bullying e racismo

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  • Publicado : 15 de abril de 2012
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BULLYING UM MAL QUE PODE SER REPARADO
Agressão moral praticada por crianças e jovens, este fenômeno já atinge 45% dos estudantes de ensino fundamental no Brasil. Para combater essa triste estatística, as escolas apostam em atividades como brincadeiras e viagens que incentivem a socialização dos alunos


'"Cabeção", "Quatro olhos", "Rolha de poço", "Pelé". Expressões como estas e muitas outrassão comumente ouvidas entre crianças e adolescentes, especialmente no ambiente escolar. As brincadeiras e gozações entre estudantes são hábitos tão comuns e antigos que, talvez por isso não recebam a atenção adequada. Ações que parecem inofensivas podem ser um fenômeno cruel denominado bullying. O termo não tem tradução para o português, mas é a definição de prática de maus tratos, opressão ehumilhação entre jovens e crianças. "O comportamento agressivo entre estudantes é um problema universal, tradicionalmente admitido como natural e freqüentemente ignorado ou não-valorizado pelos adultos" afirma o pediatra e coordenador de bullying da Associação Brasileira Multiprofissional de Proteção à Infância e à Adolescência (Abrapia), dr. Aramis Antônio Lopes Neto. Estudos comprovam que ocomportamento violento e ações que hostilizam e excluem os colegas é um câncer social que precisa ser tratado da mesma maneira que os vícios em álcool ou drogas.
CONVIVENDO COM AS DIFERENÇAS
A pluralidade racial é uma das principais características da sociedade brasileira. E, por isso, um ingrediente que apimenta ainda mais as relações e conflitos escolares. A rejeição às diferenças é um fato descritocomo de grande importância na ocorrência de bullying mas não é o principal. As vítimas podem ser negras, orientais, indígenas, brancas, gordas, magras, altas ou baixas. A falta de auto-estima é que pode potencializar a ação dos agressores. Geralmente são pessoas frágeis, inseguras, que se sentem desiguais e não encontram apoio na família ou na sociedade. Considerando que a maioria dos atos debullying ocorre fora da visão dos adultos e que grande parte das vítimas não reage ou fala sobre a agressão sofrida, pode-se entender por que, embora esse seja um mal silencioso que se alastra por todas as instituições de ensino do mundo, professores e pais tenham pouca percepção da prática, subestimam a sua prevalência e atuam de forma insuficiente para a redução e interrupção dessas situações."Infelizmente o bullying apesar de suas conseqüências danosas às suas vítimas é pouco denunciado, quer seja no ambiente escolar, quer na delegacia" constata a titular da Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância, Margarette Barreto. "Os menores de 18 anos que cometem crime de racismo, de constrangimento ilegal, ou lesão corporal que são os mais comuns em decorrência do bullying estãosujeitos às penas contidas no Estatuto da Criança e do Adolescente. As medidas preventivas de conscientização são consenso entre os especialistas como forma de diminuir a incidência da violência entre pares.
Bullying direto e indireto
O bullying se divide em duas categorias: a) bullying direto, que é a forma mais comum entre os agressores masculinos e b) bullying indireto, sendo essa a forma maiscomum entre mulheres e crianças, tendo como característica o isolamento social da vítima. Em geral, a vítima teme o(a) agressor(a) em razão das ameaças ou mesmo a concretização da violência, física ou sexual, ou a perda dos meios de subsistência.

Cyberbullying

O cyberbullying tem sido definido como "quando a Internet, telefones celulares ou outros dispositivos são utilizados para enviar textosou imagens com a intenção de ferir ou constranger outra pessoa.". Outros pesquisadores utilizam uma linguagem semelhante para descrever o fenômeno
O "cyberbullying" pode ser tão simples como continuar a enviar e-mail para alguém que já disse que não querem mais contato com o remetente, ou então pode incluir também ameaças, comentários sexuais, rótulos pejorativos, discurso de ódio, tornar as...
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