Biografia de luiz filipe de alencastro

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Luiz Felipe de Alencastro
1- Biografia:
Durante a ditadura militar, quando ainda estudante na Universidade de Brasília, enfrentou diversos inquéritos policiais militares e, recebendo uma bolsa de estudos para a França, para lá se mudou, aos vinte anos.[1]

Formou-se em História e Ciências Políticas na Universidade de Aix-en-Provence e doutorou-se em História na Universidade de Paris X-Nanterre. Ensinou nas universidades de Rouen e Paris-Vincennes (1975-1986).[1]

Em seguida, retornando ao Brasil, foi professor livre-docente do Instituto de Economia da Universidade Estadual de Campinas e pesquisador do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (1986-2000).[1]

Desde 2000, é professor titular da cátedra de História do Brasil da Universidade de Paris-Sorbonne,[2] e desde 2001 édiretor do Centre d'Etudes du Brésil et de l'Atlantique Sud da mesma universidade.[3]

Leciona como professor convidado uma vez ao ano na Escola de Economia da FGV de São Paulo,[1] e mantém uma coluna no site de notícias do provedor UOL.[4].Foi professor visitante na University of Massachusetts Dartmouth em 2012.[5] Desde 2011 é membro da seção de História e Arqueologia da Academia Europaea.[6]2-Resumo de obras:
Dentre os principais trabalhos do historiador, destacam-se:

“História da Vida Privada no Brasil”, v. II “Império: a corte e a modernidade nacional”, Companhia das Letras, São Paulo, 1997 (organizador e redator de textos).
“Um estadista do Império”, in L. Dantas Mota,
Introdução ao Brasil – Um banquete nos trópicos, São Paulo, 1999.
"O Trato dos Viventes: Formação doBrasil no Atlântico Sul, séculos XVI e XVII", Companhia das Letras, São Paulo, 2000;
Rio de Janeiro, ville métisse, Rio de Janeiro, cidade mestiça, Ed. Chandeigne, Companhia das Letras, Paris-São Paulo, 2001;

3_História da vida privada II:
Síntese: ALENCASTRO, Luiz Felipe de. Vida Privada e ordem no império. In: História da Vida Privada no Brasil (v.2) São Paulo: CIA das Letras, 1997.

Otexto envolve de maneira sistemática o momento de divergência e talvez dúvida do que é privado e o que é público no Brasil Império do séc. XIX. Englobando vários temas que nos faz perceber essa divergência, mas conseguindo entrelaçar cada um deles, numa grande teia que torna compreensível a discussão.

Além da temática público e privado, o texto enfoca como sujeito do texto os escravos, os negros,os africanos, a escravidão.

Coloco de forma separada esses sujeitos, pois é desta forma que estes aparecem no texto.

O escravismo moderno previa o privilégio de possuir um escravo, e isso insidia na idéia de vida privada. Porem, a gestão da escravidão e sua manutenção, dependiam do governo.

O escravismo era uma medida tomada pelo Império, de forma a modelar a escravidão ao direito moderno,dentro de um país independente, projetando – sobre a contemporaneidade.1

É esse direito moderno, que lança o escravo dentro do jogo do público e privado, fazendo dele o principal motivo de muitas discussões no Império.

A vida privada passou também por questões políticas, onde autonomia municipal era a pauta da disputa. As autoridades municipais reividincavam por mais força e pela reduçãodas decisões da Câmara dentro das províncias. O poder público invadia o espaço do poder municipal, fazendo muitas vezes do escravo um espião da família do fazendeiro e nem era de desejo do império deixar que o poder municipal fosse expandido.

O período imperial é marcado por divergências deste tipo, da ordem pública e privada, porem a algo acima dessas disputas e que deveriam ser respeitas: aordem privada da escravidão.

A presença escrava no Rio de Janeiro do séc. XIX era de 110 mil escravos para 266 mil habitantes e de acordo com os censos dos anos seguintes a concentração de habitantes nascidos na África aumentava, chegando a um habitante a cada três no município do Rio de Janeiro.2

As opiniões contra o tráfico começam a surgir à medida que o Brasil é o único país independente...
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