Bartleby resenha

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  • Publicado : 10 de setembro de 2012
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Bartleby
Oh Bartleby! Oh Humanidade! Já diria Hermam Melville na ultima página de seu conto "Bartleby, O Escrivão", conto que trata da história de um escrivão que fazia uma resistência passiva dentro de um escritorio de advocacia. Vemos no conto o quanto o "estranho" pode ser sujo, impuro e excluível como também como ele nós é interessante.
O conto de Bartleby com certeza não é algo que serefere apenas a época em que foi escrito, ele está presente também nos dias atuais, principalmente em como as pessoas se relacionam. Bartleby era um rapaz estranho, apesar de ótimo funcionário ele era diferente e isso incomodava os outros, seu patrão a princípio tenta entende-lo variando entre a atração pelo estranho e o ódio do mesmo, mas como Bartleby era praticamente um robô trabalhando ele deixavapassar certas indelicadezas da parte dele, de certa forma ele pensava "bem o cara é estranho, mas produz duas vezes mais que os outros" como sabemos que no mundo capitalista, você é o que você produz então Bartleby ainda se encaixava em algo, mas Bartleby um dia se recusa a fazer tudo que o pedem, até o seu trabalho dizendo "prefiro não fazer" e é aí que tudo se complica, seu patrão fica com umindividuo de comportamento estranho o qual não faz nada e na lógica capitalista se você não serve pra nada logo você não é nada, acho que isso deixaria descartes meio que em um "contra-pé" se pra descartes penso logo existo, pro mundo capitalista de hoje de um mercado tão cruelmente exigente a lógica da existência vira "produzo logo existo" se você desempenha algum tipo de função produtora de lucroque gere "ganância" você é alguém, é ótimo lembrar do exemplo das donas de casa quando falam assim "ah minha mulher não trabalha não, ela é dona de casa", como se ela não tivesse o que fazer em casa, como se cozinhar, passar, lavar não fossem nada, mas isso não gera lucro então para a sociedade de hoje isso não é trabalho. Voltando a Bartleby, uma das possíveis razões para seu comportamentoestranho seria a de que ele trabalhava nos correios de Washington na seção de cartas mortas, cartas que nunca encontraram seu destinatário, que podem estar mortos, presos ou simplesmente se mudaram sem avisar. Bartleby via nessas cartas a nossa mortalidade, as falhas humanas e o que realmente é a nossa vida, acho que de certa forma Bartleby pensava que não tinha o porquê dele fazer algo que não gosta,que ele tinha algum direito em só fazer o que ele queria, afinal a única coisa que ele possuía era sua própria vida, então depois de tantos anos trabalhando com essas cartas melancólicas e tristes, Bartleby foi despedido, indo a encontrar emprego novamente no escritório do narrador do conto.
Resenha sobre Bartleby, O Escrivão. Parte 2
Bartleby com seu "prefiro não fazer" exercia uma resistênciadireta com seu mandante, porém uma resistência passiva, que não agredia ninguém fisicamente, e que o único motivo para causar fúria nos outros era de que ele era diferente, de comportamento "estranho" aos padrões da sociedade, o que exemplifica bem essa parte é a parte em que o patrão de Bartleby começa a realmente tomar uma decisão quanto a ele, devido ao fato dos seus amigos, clientes ecompanheiros de profissão começarem a se queixar do "fantasma" ou "vagabundo" que ficava ali sem fazer nada e "preferindo" não fazer nada, é ai que o narrador sente a pressão do modelo ideal da sociedade, é uma expressão da força de um modelo ideal do estado, de um modelo puro ao qual Bartleby era estranho, impuro, sujo ou simplesmente excluível, que é o que acontece ao final da obra, Bartleby é entregueao poder da opressão estatal e levado para um presidio como algum criminoso e seu único crime era preferir não fazer algo, o que nos leva a pensar se realmente temos ao menos a nossa liberdade pessoal de querer ou não fazer alguma coisa, e relembrando Bauman quando ele diz que o que é estranho e sujo hoje, pode vir a se tornar o puro e aceitável de amanhã e então como ficamos? muitas ideologias...
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