Barreiras atitudinais encontradas na escola

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  • Publicado : 25 de novembro de 2012
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TÍTULO: Barreiras atitudinais encontradas nas escolas.
ÁREA TEMÁTICA: Educação Especial
AUTORA: Letícia

RESUMO:
Este artigo mostra algumas barreiras atitudinais mais comuns e que são praticadas, na maioria das vezes, contra crianças com deficiência no ambiente escolar. Essas barreiras podem trazer drásticas consequências para a educação dessas crianças com necessidades especiais.Compreendem formas de preconceito e discriminação que ocorrem por posturas afetivas e sociais tanto em escolas regulares quanto em escolas especiais. Tais barreiras só serão erradicadas, ou pelo menos ocorrendo a minimização dos danos causados, por meio da educação.
PALAVRAS-CHAVES: educação especial, barreiras na educação, necessidades especiais.

Inglês: This article shows some attitudinal barriersmore common and are practiced in most cases against children with disabilities in the school environment. These barriers can bring drastic consequences for the education of children with special needs. Understand forms of prejudice and discrimination that occur by affective and social attitudes in both mainstream schools and special schools. Such barriers will only be eradicated, or at least theminimization of damage caused, through education.
KEY WORDS: special education, barriers in education, special needs.
Introdução
Este artigo oferece uma classificação das barreiras atitudinais, resgatando a história de exclusão da pessoa com deficiência para explicar a existência dessas barreiras atitudinais que ainda hoje são praticadas contra essas pessoas, repudiando o uso dessa explicaçãocomo justificativa para a manutenção de um modelo educacional segregador. Afirma que as barreiras atitudinais marginalizam a pessoa com deficiência, deterioram-lhe a identidade de pessoa humana e restringem-lhes as possibilidades de desenvolvimento e de relação social. Busca o reconhecimento de todos para a existência dessas barreiras, a fim de que através da transformação individual, se alcance atransformação coletiva, tornando a sociedade excludente dos dias atuais em uma sociedade inclusiva o quanto antes.
1. Problematização
As pessoas com deficiência têm, desde sempre, convivido com a confusão entre o que realmente são, pessoas humanas, e o que se pensa que elas são: “deficientes”.
Corrobora para a perpetuação dessa “confusão” a visão social construída historicamente em torno dadeficiência como sinônimo de doença, de dependência, de “indivíduos sem valor”, de sofrimento, de objeto de purgação dos males cometidos por seus pais, entre outras. Tais visões estereotipadas sempre marginalizaram as pessoas com deficiência e, por vezes, nutriram nelas a crença descabida de que são incapazes.
Com efeito, “não é a distinção física ou sensorial que determina a humanização oudesumanização do homem. Suas limitações ou ilimitações são determinadas social e historicamente” (BIANCHETTI e FREIRE, 2004, p. 66).
Contrário ao sentido da inclusão, o modelo médico da deficiência conduz as pessoas a confundir a deficiência com doença. De fato, algumas doenças podem gerar deficiências; sendo estas, o resultado das doenças e não a doença em si.
Segundo a Organização Mundial de Saúde(Programa de Ação Mundial para as Pessoas com Deficiência, 1982) deficiência é toda perda ou anomalia de uma estrutura ou função psicológica, fisiológica ou anatômica. Infelizmente, a confusão que se faz entre a deficiência e a doença, bem como o próprio preconceito que se tem da doença, tem servido para afastar as pessoas com deficiência da sociedade. No imaginário social, a deficiência(principalmente a mental) tem foros de doença, exigindo, portanto, cuidados clínicos e ações terapêuticas (EDLER CARVALHO, 2000). Esse modelo clínico sempre serviu como justificativa para ações segregadoras nos mais diversos ambientes e situações sociais.
Na escola, essa realidade não se distancia do contexto macro. Assim sendo, as leis que exigem a inclusão das pessoas com deficiência não são...
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