Autores da literatura ifantil

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Literatura infantil no Brasil
mar 18 |20:41
Simone Cavalcante
Há muitos obstáculos a transpor para que o livro se torne um artigo de fácil acesso, de presença constante na realidade da maioria das pessoas, tomando lugar na mesa do café, na cabeceira da cama, ou na prateleira da estante; atraindo o olhar para as vitrines das livrarias e dos sebos; ou motivando uma descontraída visita abiblioteca. Mas seria possível sonhar com um país de leitores?
Cada vez que alguém abre um livro, uma janela se abre nessa direção. Daí a importância de tornar a leitura um hábito presente no cotidiano de casa e sala de aula. Em contato com textos infantis e infanto-juvenis, as crianças e os jovens descobrem outros mundos abertos ao lúdico, à imaginação e à consciência de mundo. Os livros os transportampara reinos encantados e desencantados, onde podem habitar por alguns momentos e, dessa estada, experimentar as mais variadas sensações.
O texto literário possui, além do valor estético, outras dimensões abertas à exploração de cada leitor. O livro infantil, em especial, tem o privilégio de conter duas espécies de narrativa – a textual e a imagética – o que acentua seu potencial de exploração. Épossível contar e recontar o enredo por diferentes trilhas sem a perda do elemento surpresa e das possibilidades de interpretação.

Monteiro Lobato, revolucionário
Mas ainda hoje, mesmo com seus desdobramentos, a literatura infantil sofre uma espécie de preconceito, sendo por vezes considerada uma escrita menor por alguns teóricos desavisados. Caminhando na contramão, esse segmento continua dandograndes saltos, tanto nos aspectos da autoria, riqueza textual e recepção – com o aparecimento de mais profissionais no mercado e a conquista de um maior número de leitores –, bem como no avanço de técnicas de produção (pop-ups, scanimations, recursos sonoros) capazes de atrair até mesmo os olhares e ouvidos daqueles mais distraídos.
No Brasil, quando se fala em livro infantil, salta do senso comum afigura de Monteiro Lobato. Sem sombra de dúvida, ele é um marco no ramo editorial, tendo assumido os papéis de escritor, editor e distribuidor, à frente de empreendimentos de sucesso como a Companhia Editora Nacional. Lobato soube captar as tendências mundiais, implantando métodos de produção novos para o país, como a adoção da capa ilustrada e a criação de uma grande rede de distribuição ecirculação, formada por intelectuais, amigos e livreiros. Um desses métodos, por sinal curioso, era o envio de circulares para várias cidades, solicitando a políticos e pessoas conhecidas endereços de pontos de venda onde pudesse escoar sua produção. E do seu networking, nem mesmo o açougue escapava.
Se a personagem Narizinho tinha o nariz arrebitado, Lobato, seu criador, era dono de um bom faroeditorial. Foi por suas mãos que surgiram várias coleções e séries de livros que lançaram seus autores no plano nacional. As séries infantis e didáticas tiveram um alcance estrondoso, sendo adotadas pelo sistema público e privado de ensino. Ainda hoje a obra desse escritor tem uma considerável repercussão, confirmada pela reedição de seus livros e pelos remakes de episódios para TV de O Sítio doPica-pau Amarelo, baseados nos seus enredos. Aqui estão algumas demonstrações do potencial criador deste autor-símbolo, festejado todos os anos no Dia Nacional do Livro Infantil, 18 de abril, data de seu nascimento.
Pensar a literatura infantil além de Lobato e do Dia do Livro é um exercício de abertura para a riqueza desse universo. Antes e depois dele, outros autores e autoras se lançaram ao ofício deescrever livros infantis e buscar formas permanentes de aproximação com o público, tomando, muitas vezes, caminhos desafiadores. É o caso, na atualidade, da escritora Lygia Bojunga que, depois de conquistar prêmios internacionais de peso no segmento infantil e juvenil (Hans Christian Andersen e Astrid Lindgren Memorial Award – ALMA), decidiu abrigar sua produção no selo Casa Lygia Bojunga. Quem...
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