Autoestima

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'O Cravo brigou com a Rosa'
Noeliza Lima [Noeliza] 2/12/08
 
|A auto-estima é um assunto que demanda estudos e pesquisas, visto que nas várias práticas, e não só da psicologia, observam-se que pessoas com baixa auto-estima tendem a desenvolver mais facilmente transtornos psicológicos e |
|físicos. Esta relação já é bemdefinida por especialistas na área psicossomática. Da mesma forma, ao desenvolver sua auto-estima, esta mesma pessoa adquire maiores possibilidades de atuação em qualquer área, ampliando sobremaneira |
|seu círculo de relações.|


A discriminação é fator preponderante no desenvolvimento do autoconceito. Em nossa sociedade, pessoas diferentes do usual são isoladas, e isto provoca ou reforça uma visão pobre de si mesmo.
Um sistema, ao privilegiar determinada raça, posição econômica, idade, aparência, sexo e gênero, etc., estabelece parâmetros que vão contra os direitos humanos e apossibilidade de crescimento individual e social.
Este artigo pretende enfocar a auto-estima como um viés do gênero, assim como, sua relação com o roteiro de vida da mulher.
Ao enfocar as relações de gênero, pretende-se também enfatizar a necessidade da psicologia emprestar seu olhar a esta questão.
Ao estabelecer a igualdade na diversidade, por coerência, os substantivos e adjetivos que estão nomasculino – independem de sexo e/ou gênero. O estudo do caso foi feito acerca de um casal heterossexual, (assim como a música infantil). 
 Segundo Flax (1995), a relação entre homem e mulher é assimétrica. A questão da assimetria  remete à questão do gênero, que significa a diferença de justiça, direitos e principalmente qualificação da mulher em relação ao homem, diferença esta criada a partir dainstalação do patriarcado e mantida pela sociedade.  Podemos dizer que repete a relação dialética de Hegel (Coreth, 1973), em que um é o Senhor e o outro o Escravo. Um não reconhece o outro em sua forma pessoal de sabedoria, em sua forma de ser no mundo.

Para se entender gênero é necessário que se distinga sexo de gênero. Sexo é o componente genético anatômico e funcional, que estabelece adiferença entre homem e mulher. Gênero é a configuração histórica, social e política que distingue o homem da mulher, e a forma como esse contexto é elaborado psicologicamente pelas pessoas.

Refere-se aos papéis instituídos socialmente para o homem e para a mulher e por eles desenvolvido ao longo da vida. Quando discutimos a função reprodutora da mulher, estamos discutindo tanto sexo (porque serefere às possibilidades fisiológicas do sexo feminino), como gênero (porque se refere ao papel de mãe estipulado pela cultura e sociedade, e a forma como esta mãe lida com este conceito). 

Este é o discurso concreto do gênero, que se reveste de um significado de reparação e reconstrução da identidade feminina. O discurso psíquico ou latente (encoberto) é de que a mulher propicia o aumento de poderdo homem, ao abdicar de suas possibilidades enquanto ser que se constrói. Considera o homem o depositário de suas demandas, o herói de seus sonhos, o cavaleiro andante que irá resgatá-la de uma vida passiva e sem sentido (Holanda, 1992). Coloca todas as possibilidades de reforçamento na figura masculina. E mesmo que tenha outras atividades não as faz com a mesma paixão com que se dedica ao homem.A necessidade de concretização do sonho amoroso pode então levar a mulher a se esquecer de si mesma. 

Exemplo: trecho de uma reunião de grupo de reflexão para mulheres. Os nomes são fantasia. “Rosa diz que não suporta mulheres que gastam com compra de roupas. Ao ser questionada por Mimosa, justifica dizendo que sua opção política é contrária ao capitalismo, cujo principal designativo é o...
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