Auto biografia

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A Minha Vida Familiar

Por: Paulo Alexandre de Jesus de Almeida IMSI14

Chamo-me Paulo, meço 1.80m. Sou o mais alto de três irmãos, grande em altura não significa uma grande pessoa. De facto sempre fui a ovelha negra da família, quase sempre segui as minhas regras, também devido à minha educação familiar. Tenho 38 anos. Infelizmente, não gosto de fazer anos, significa que estou sempre 1 anomais velho, gosto de manter uma aparência jovem, quer seja de espírito ou física. Felizmente os meus pais educaram-me com alguns princípios, não todos, simplesmente porque desconheciam alguns deles. Um dos princípios seria o respeito por qualquer ser vivo. Em contrapartida, não tinham a noção da importância dos estudos, habilitações, também devido à educação que tiveram. Estou arrependido de nãoter estudado mais. Há alguns anos atrás cheguei à conclusão do porquê: uma das razões foi o facto de não transmitirem a importância da escolaridade, dando-me a escolher entre o trabalho e a escola. Não pensei duas vezes, quis ir trabalhar. Outras das razões foi o facto de ser alvo de chacota, devido ao meu problema/dificuldade em articular as palavras. Cheguei também à conclusão que desisti daescola por causa de ser gago, gostava de não o ser, penso que hoje em dia seria um doutor ou engenheiro. Em parte, todo o período de infância e adolescência moldou todo o meu comportamento a nível geral. Felizmente contei com outros pontos fortes, que adquiri ao longo da minha vida: determinação e força de vontade. Tento também tapar o sol com a peneira, no sentido de que toda a minha vida tenha sidobaseada em prol dos outros, a nível social e profissional. Tento ser uma pessoa que por vezes não sou, quero demonstrar que que a minha gaguez não interfere na minha vida, por vezes sou mal compreendido devido a esse facto. Tento dar tudo aquilo que tenho e aquilo que não tenho, sou amigo do meu amigo, por isso tenho poucos, mas sei com quem posso contar. Detesto pessoas falsas, embora a sociedadeobriga a essas pessoas a serem falsas, até eu sou por vezes, mas com certas medidas, penso que não teríamos de ser assim. Verdade e honestidade acima de tudo.

Não me lembro assim de muita coisa da minha infância, a não ser aquilo que os meus pais contaram e contam. Também não vejo qual a razão para eles inventarem, embora o meu pai exagere um pouco, talvez para mostrar o quão difícil era a vidaa nível pessoal e profissional. Eu, agora, entendo o ponto de vista dele, sobre as dificuldades no passado. Se agora é difícil constituir família, faço uma pequena ideia há trinta e cinco anos atrás, ou não! Por vezes dá-me vontade de rir quando eles dizem que “a fome era tanta que até comia pedras da calçada”. Afinal os meus pais viveram na época da ditadura, mas ao mesmo tempo não foramafectados diretamente. Os meus pais viveram a infância e adolescência no Norte do país, em Toitam, concelho de Viseu, onde a cultura e desenvolvimento não teriam chegado. É uma casa que o meu pai construiu de raiz desde os anos 70. Guardo muitas recordações daquela casa, onde eu e os meus irmãos brincamos, onde fazíamos desenhos nas paredes, corríamos pela casa toda a brincar, as noites de inverno quandoestávamos em frente à lareira, todos, a falar sobre os mais diversos assuntos. A altura do dia de que eu gostava mais era quando a minha mãe servia o lanche, depois de passar a tarde toda a brincar com os meus amigos. Considero que antigamente os jovens ainda conseguiam arranjar emprego, agora, Toitam, não passa de uma terra abandonada pelos jovens, onde são obrigados a imigrar para oestrangeiro. Penso que daqui a alguns anos Toitam desaparecerá do mapa, a não ser os emigrantes que, muito cedo resolveram imigrar para a Suíça, que resolvem construir uma casa e passar a velhice em Toitam. É de louvar para que as pessoas queiram uma vida melhor. Foi precisamente o objetivo dos meus pais, embora tivessem casado no norte do país, decidiram viajar até Lisboa, para encontrar uma vida melhor....
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