Augusto boal

Disponível somente no TrabalhosFeitos
  • Páginas : 5 (1065 palavras )
  • Download(s) : 0
  • Publicado : 22 de fevereiro de 2013
Ler documento completo
Amostra do texto
AUGUSTO BOAL

LIVRO: JOGOS PARA ATORES E NÃO-ATORES

Boal alia o teatro à ação social, suas técnicas e práticas difundiram pelo mundo, nas três últimas décadas do século XX, sendo largamente empregadas não só por aqueles que entendem o teatro como instrumento de emancipação política mas também nas áreas de educação, saúde mental e no sistema prisional.
O livro Jogos Para Atores eNão Atores trata de um sistema de exercícios ("monólogos corporais"), jogos (diálogos corporais) e técnicas teatrais além de técnicas do teatro-imagem, que, segundo o autor, podem ser utilizadas não só por atores mas por todas as pessoas. A única diferença entre nós e eles, consiste em que os atores são conscientes de estar usando essa linguagem, tornando-se com isso mais aptos a utilizá-la. Osnão atores ignoram estar fazendo teatro, falando teatro, isto é, usando a linguagem teatral.
“Todos os seres humanos são atores, porque agem e espectadores, porque observam.”
Boal preconizava que o teatro deve ser um auxiliar das transformações sociais e formar lideranças nas comunidades rurais e nos subúrbios. Para isto organizou uma sucessão de exercícios simples, porém capazes deoferecer o desenvolvimento de uma boa técnica teatral amadora, auxiliando a formação do ator de teatro.
No entanto estes exercícios servem para criação de personagens em pecas realistas ou não, dramáticas ou épicas.
Ele diz que o elemento mais importante do teatro é o corpo humano, é impossível fazer teatro sem o corpo humano. Por esta razão, este livro utiliza os movimentos físicos,formas, volumes e relações físicas.
-Nada deve ser feito com violência ou dor em um exercício ou jogo, ao contrário, devemos sentir prazer e aumentar a nossa capacidade de compreender.
-Os exercícios ou jogos devem ser feitos dentro do espírito de competição, devemos ser sempre melhores que nos mesmos e nunca melhores que os outros.
Esse livro tem o intuito de classificar as intençõesdo Teatro do Oprimido e oferecer a todos um instrumento de trabalho.


ESTRUTURA DIALÉTICA DA INTERPRETAÇÃO

A VONTADE

O conceito fundamental para o ator, não é o ser do personagem, mas o querer, não se deve perguntar quem é, mas o que quer. A primeira pode conduzir a formação de lagoas de emoção, entanto que a segunda é essencialmente dinâmica, dialética, conflitual e portanto,teatral. Mas a vontade escolhida pelo ator, não pode ser arbitrária; antes, necessariamente de concretizar uma idéia, a tradução em termos volitivos.
EU QUERO! Dessa idéia ou tese. A vontade não é a idéia é concretizar a idéia. Não basta querer ser feliz em abstrato: é preciso criar algo que nos faça feliz.
Portanto: idéia= vontade concreta.
Exercer uma vontade significa desejaralguma coisa, a qual deverá necessariamente ser concreta. Se o ator entra em cena com desejos abstratos de felicidade, isso nada lhe servirá, pelo contrário, ele terá que objetivamente querer fazer o amor com fulana em circunstancias concretas, para, então ser feliz e amar. É a concreção, a objetividade da meta, que faz a vontade seja teatral.
Há que se estabelecer qual é a idéia central dapeça e a partir daí deduzir as idéias centrais de cada personagem, de modo que essas idéias centrais se confrontem num todo harmônico e conflitual.
Idéia central= tese X ante tese.
Toda idéia, por mais abstrata que seja, pode ser teatral sempre que se apresente na sua forma concreta, em circunstancias específicas em termos de vontade, provocando no ator a emoção que por si própria,irá descobrir a forma teatral adequada, valida e eficaz para o expectador.
O problema do estilo e outras questões surgem depois. Isso deve ficar bem claro: a essência da teatralidade é o conflito de vontades.


CONTRAVONTADE


Nenhuma emoção é pura e permanentemente idêntica a si mesmo. O que se observa na realidade é o contrário: QUEREMOS E NÃO QUEREMOS, AMAMOS E NÃO...
tracking img