Assistente social

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GESTÃO SOCIAL, POLÍTICAS PÚBLICAS, REDE
E DEFESA DE DIREITOS

WEB AULA 1
Unidade 2 – Práticas de Gestão Social


Planejamento Estratégico Institucional; Mobilização e captação
de recursos; Gestão de Pessoas; Plano operacional

PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO INSTITUCIONAL
Para iniciarmos nosso diálogo a cerca das práticas de gestão social,
trabalharemos inicialmente a questão doplanejamento. Para isto,
tomamos

como

maior

referência

o

livroPlanejamento

Social:

intencionalidade e instrumentação, de Myrian Veras Batista, tendo em
vista sua relevância no assunto. No quadro abaixo você pode
conhecer a apresentação desta obra.

Planejamento social: intencionalidade e
instrumentação.Autora: Myrian Veras Baptista
Trata do planejamento como processotécnico-político, abordando
seus elementos constitutivos: construção do objeto, estudo de

situação,

identificação

estabelecimento

de

de

prioridades,

alternativas,

definição

planificação,

de

objetivos,

implementação,

implantação, controle, avaliação e retomada do processo. Nesse
contexto, analisa a trajetória para tomada de decisões, suas técnicas
e instrumentos,oferecendo conteúdos subsidiários a uma prática
metodologicamente conduzida e tecnicamente consistente.
Link: http://veraseditora.com.br/planejamento-socialintencionalidade-e-instrumentacao/

Problematizando o Planejamento
De acordo com (BAPTISTA, 2003, p. 13), “O termo ‘planejamento’, na
perspectiva lógico-racional, refere-se ao processo permanente e
metódico de abordagem racional ecientífica de questões que se
colocam no mundo social”.
O processo de planejamento é:

Em seu contexto histórico, a racionalidade do planejamento envolve
diversos aspectos da necessidade do homem em “traçar” uma
perspectiva

do

objetivo

em

que

pretende

atingir,

envolvendo

questões técnicas e políticas como o ato de planejar, o controle do
poder, a necessidade do controlesistemático, a complexidade da
realidade e a necessidade de conhecimento profundo.
A organização do processo de planejamento, de forma não estanque
(complexidade e interligação) envolve pontos como:

Fonte: Baptista, (2003, p. 15)

O planejamento como processo político
O planejamento é constituído também de uma dimensão política, que
“[...] decorre do fato de que ele é um processo contínuode tomadas
de decisões, inscritas nas relações de poder, o que caracteriza ou
envolve uma função política” (Baptista, 2003, p. 17). Neste processo
político, é necessário a leitura da realidade objetiva e subjetiva e uma
competência ético-política, capaz de inter-relacionar os elementos
técnicos e políticos do processo de planejamento que são o
equacionamento, a decisão, a operacionalizaçãoe a ação.

Fonte: Baptista, (2003, p. 15)

Como processo técnico-político, “[...] O planejamento se realiza a
partir de um processo de aproximações, que tem como centro de
interesse

a

situação

delimitada

como

objeto

de

intervenção”

(BAPTISTA, 2003, p. 27), envolvendo a construção/reconstrução do
objeto,que é sobre o que planejar, pois “O objeto do planejamento daintervenção profissional é o segmento da realidade que lhe é posto
como desafio, é o aspecto determinado de uma realidade total sobre
o qual irá formular um conjunto de reflexões e de proposições para
intervenção” (BAPTISTA, 2003, p. 31).
Vejamos a seguir alguns pontos essenciais do complexo processo
de construção/reconstrução do objeto frente seus empregadores e
sua demanda:

Fonte: Doautor (2012)

Diante desta complexidade do real, entre empregadores e usuários, é
necessário que o planejador realize uma
[...] interlocução com esses sujeitos, conhecer suas representações, seus sistemas
de valores, suas noções e práticas, os quais são, de certa forma, instrumentadores
e orientadores de suas percepções e da elaboração de suas respostas (BAPTISTA,
2003, p. 34-35)....
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